NT-02 do LRCAP 2026: a capacidade remanescente por barramento, e a previsão publicada antes dela

Resposta direta: a Nota Técnica de Quantitativos da Capacidade Remanescente é o número que manda no LRCAP Armazenamento — quem estiver em barramento sem capacidade para a potência que cadastrou não se habilita em 17/11, e o ponto de conexão está congelado desde o encerramento do cadastramento. Ela foi publicada em 30/09/2026 (NT-ONS DPL 0095/2026 — Revisão 0).

O que bateu: a comparação de rede é sobre 93 barramentos — dos 110 que a NT e o nosso universo têm em comum, 17 ficam de fora porque a NT os limita por falta de vão, por superação de equipamento ou por estarem fora do horizonte de 2028, e nenhuma das três se responde com fluxo de potência. Nos 93, a razão entre a nossa margem anual (N) e a capacidade oficial tem mediana 1,26: 16 na banda forte (0,80–1,25), 35 na compatível (0,50–2,00) e 42 divergentes. Os divergentes vão para os dois lados: em 27 a NT saiu menor que a nossa estimativa — o viés que declaramos antes, porque ela disputa capacidade com a fila inteira — e em 14 ela saiu MAIOR que o dobro da nossa, que é erro nosso e tem causa investigada abaixo. Pela nossa margem FIRME (N-1) a mediana é 0,74: o número oficial cai entre as nossas duas réguas — abaixo do nosso N e acima do nosso N-1 —, compatível com um critério de contingência menos severo que o nosso. Barra a barra, a firme casa melhor que o N em 28 de 92. Soma das capacidades oficiais nos 93: 61.148 MW, contra 55.487 MW de soma das nossas margens individuais — mas nenhuma das duas somas é realizável: a NT impõe tetos de grupo, e as capacidades individuais dela mesma somam de 1,6 a 28,7 vezes os próprios tetos.

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Por que uma nota técnica decide um leilão de bilhões

O LRCAP Armazenamento recebeu 6.091 projetos, cerca de 296,8 GW cadastrados, para uma contratação de poucos GW. Entre o cadastro e o lance existe um funil, e o filtro que elimina mais projeto não é preço: é rede.

A Portaria Normativa MME nº 136/2026 lista no art. 7º os empreendimentos que não serão habilitados, e o inciso V é o que a NT-02 aciona: não se habilita empreendimento cujo barramento candidato apresente capacidade remanescente de escoamento inferior à potência injetada declarada. Como ponto de conexão e potência ficaram congelados no encerramento do cadastramento, o projeto não tem para onde correr — o número da NT é, para muitos, o resultado antes do resultado.

O calendário que resta:

Data Marco
até 30/09/2026 Nota Técnica de Quantitativos da Capacidade Remanescente (ONS/EPE)
17/11/2026 Resultado da habilitação técnica (EPE)
até 25/11/2026 Aporte das garantias de participação
02 e 04/12/2026 Certames (Nacional e Aberto)

O que a NT-02 vai trazer, item por item

A metodologia já é pública: está na NT-01, a nota conjunta ONS/EPE que define como a capacidade é apurada. Ela não fixa o layout das tabelas, mas diz o conteúdo — e é isso que permite se preparar antes.

  1. Vãos disponíveis e tipo de barramento (Seção 7.1). Margem elétrica não serve se não há vão físico para conectar. A NT declara a disponibilidade por barramento — um critério que nenhum estudo de fluxo enxerga.
  2. Capacidade em MW por barramento, subárea e área (Seção 7.2). Além do número por ponto, tetos de grupo, que limitam a soma das injeções de vários barramentos.
  3. Reduções por curto-circuito, com nome de disjuntor (Seção 7.3). Onde a superação da capacidade de interrupção reduz ou zera a capacidade, a NT indica o equipamento. É o modo de falha que mais surpreende projeto bem dimensionado eletricamente.
  4. Valores para descarga E para carga (Seção 8). A bateria injeta e também recarrega; a norma exige montante de uso contratado para as duas. A capacidade é apresentada com os fatores limitantes de cada sentido.
  5. A fila já descontada. Os vencedores da 1ª Temporada de Acesso saem da conta; e os vencedores do certame de 02/12 sairão da conta do certame de 04/12.
  6. Horizonte duplo. Vale o menor entre os horizontes de 2028 e 2031 — onde a rede planejada aperta no fim da década, é aqui que a diferença aparece.

As regras de julgamento foram fixadas antes de o gabarito existir

Comparar depois de ver o resultado é fácil e não prova nada. Por isso o critério ficou registrado em 31/08/2026, no código do comparador, antes da NT: a razão entre a nossa margem anual (N) e a capacidade oficial de cada barramento cai numa de três bandas — forte (0,80 a 1,25), compatível (0,50 a 2,00) ou divergente (fora disso, investigada caso a caso e publicada com a causa).

E o viés esperado também foi declarado antes: a NT tende a sair menor que a nossa estimativa, porque ela disputa capacidade com a fila inteira (Temporada de Acesso descontada, acoplamentos entre barramentos) e usa N-1 como regra na Rede Básica, enquanto a nossa estimativa mede o que a rede planejada comporta com o ponto sozinho. Onde temos margem firme (N-1), o comparador diz se ela casa melhor que a margem N — e isso é diagnóstico, não desculpa.

A previsão completa, com todas as colunas, está na tabela barra a barra; a firme e a contingência crítica de cada ponto, em margem firme N-1; e a localização dos 129 pontos, no mapa dos barramentos bonificados.


Como ler a tabela do confronto

  • Oficial NT-02: capacidade remanescente para descarregamento publicada pelo ONS/EPE, já com a condição mais severa entre vãos disponíveis, desempenho estático/dinâmico e curto-circuito.
  • Nossa margem N: injeção anual estimada, pior dos 8 patamares do caso 2029 do PDE 2035, publicada em 02/09.
  • Razão N/oficial e veredito pelas bandas acima. Razão maior que 1 = a NT saiu menor que a estimativa, que é o viés esperado.
  • Nossa firme N-1 e razão firme/oficial: onde a firme casa melhor que o N, o critério de contingência da NT está aparecendo.
  • Ordem: divergentes primeiro, depois compatíveis, depois fortes.
Barramento kV UF Oficial NT-02 (MW) Teto do grupo (MW) Nossa margem N (MW) Razão N/oficial Veredito Nossa firme N-1 (MW) Razão firme/oficial
Zebu II 230 AL 270 270 706 2,61 divergente 709 2,63
Bom Jesus da Lapa II 500 BA 1.800 3.200 588 0,33 divergente 425 0,24
Brumado II 230 BA 190 180 544 2,86 divergente 384 2,02
Campo Formoso 230 BA 100 250 275 2,75 divergente 212 2,12
Futura 500 BA 2.165 1.500 606 0,28 divergente 169 0,08
Gentio do Ouro II 230 BA 0 — 406 ∞ (oficial 0) divergente 331 —
Igaporã II 230 BA 125 900 662 5,30 divergente 331 2,65
Igaporã II 69 BA 50 900 225 4,50 divergente 138 2,76
Igaporã III 500 BA 200 3.200 719 3,60 divergente 531 2,65
Igaporã III 230 BA 2.000 900 669 0,33 divergente 478 0,24
Irecê 230 BA 350 350 731 2,09 divergente 703 2,01
Morro do Chapéu II 500 BA 1.800 1.400 850 0,47 divergente 716 0,40
Morro do Chapéu II 69 BA 100 1.400 256 2,56 divergente 256 2,56
Ourolândia II 500 BA 1.500 1.100 400 0,27 divergente 297 0,20
Rio das Éguas 230 BA 50 50 581 11,62 divergente 0 0,00
Rio Formoso II 230 BA 50 50 556 11,12 divergente 188 3,76
Rio Grande II 230 BA 120 50 444 3,70 divergente 0 0,00
Sol do Sertão 500 BA 1.890 1.100 494 0,26 divergente 238 0,13
Alex 230 CE 180 320 781 4,34 divergente 781 4,34
Crato II 230 CE 90 90 481 5,34 divergente 441 4,90
Delmiro Gouveia 230 CE 175 750 1.250 7,14 divergente 1.250 7,14
Fortaleza II 230 CE 300 750 825 2,75 divergente 825 2,75
Ibiapina II 69 CE 40 580 144 3,60 divergente 62 1,55
Jaguaruana II 500 CE 310 560 800 2,58 divergente 800 2,58
Jaguaruana II 230 CE 210 560 788 3,75 divergente 791 3,77
Milagres II 500 CE 1.450 3.030 631 0,44 divergente 209 0,14
Tauá II 230 CE 170 90 406 2,39 divergente 312 1,84
Arinos 2 500 MG 2.960 3.200 1.075 0,36 divergente 0 0,00
Jaíba 230 MG 2.575 3.200 1.031 0,40 divergente 0 0,00
Jaíba 138 MG 275 3.200 131 0,48 divergente 0 0,00
Janaúba 3 138 MG 388 480 156 0,40 divergente 50 0,13
Floresta II 230 PE 300 800 706 2,35 divergente 319 1,06
Tacaratu 230 PE 50 800 706 14,12 divergente 319 6,38
Bom Jesus II 230 PI 125 110 331 2,65 divergente 119 0,95
Curral Novo do Piauí II 500 PI 1.050 3.030 506 0,48 divergente 184 0,18
Eliseu Martins 230 PI 150 110 306 2,04 divergente 197 1,31
Gilbués II 230 PI 110 110 275 2,50 divergente 181 1,65
Gilbués II 500 PI 790 3.030 394 0,50 divergente 200 0,25
Queimada Nova II 500 PI 2.100 3.030 300 0,14 divergente 178 0,08
São João do Piauí 500 PI 1.350 3.030 619 0,46 divergente 203 0,15
Mossoró II 230 RN 150 320 706 4,71 divergente 494 3,29
Mossoró IV 230 RN 120 320 788 6,57 divergente 788 6,57
Barreiras 230 BA 340 50 500 1,47 compatível 0 0,00
Barreiras 69 BA 100 50 194 1,94 compatível 0 0,00
Barreiras II 230 BA 340 50 519 1,53 compatível 0 0,00
Bom Jesus da Lapa II 230 BA 900 900 600 0,67 compatível 309 0,34
Brotas de Macaúbas 230 BA 350 350 175 0,50 compatível 138 0,39
Buritirama 500 BA 505 3.030 356 0,70 compatível 259 0,51
Correntina 500 BA 820 3.200 544 0,66 compatível 0 0,00
Gentio do Ouro II 500 BA 800 1.100 431 0,54 compatível 316 0,40
Itagibá 230 BA 250 — 362 1,45 compatível 275 1,10
Juazeiro da Bahia II 230 BA 800 250 431 0,54 compatível 169 0,21
Juazeiro da Bahia III 230 BA 750 250 419 0,56 compatível 169 0,23
Morro do Chapéu II 230 BA 1.075 1.400 825 0,77 compatível 703 0,65
Pindaí II 230 BA 900 900 1.131 1,26 compatível 456 0,51
Sobradinho 500 BA 1.100 1.500 588 0,53 compatível 219 0,20
Acaraú II 230 CE 500 520 775 1,55 compatível 778 1,56
Acaraú II 69 CE 95 520 181 1,91 compatível 81 0,85
Aquiraz II 230 CE 700 750 919 1,31 compatível 628 0,90
Aquiraz II 69 CE 380 750 600 1,58 compatível 603 1,59
Cauípe 230 CE 580 700 794 1,37 compatível 794 1,37
Icó 230 CE 500 280 688 1,38 compatível 688 1,38
Maracanaú II 230 CE 350 — 675 1,93 compatível 678 1,94
Milagres 500 CE 450 3.030 631 1,40 compatível 209 0,46
Pecém II 230 CE 1.200 750 794 0,66 compatível 794 0,66
Russas II 230 CE 470 560 781 1,66 compatível 784 1,67
Tianguá II 230 CE 950 580 725 0,76 compatível 691 0,73
Araçuaí 2 230 MG 425 — 556 1,31 compatível 178 0,42
Buritizeiro 3 345 MG 1.070 3.200 769 0,72 compatível 606 0,57
Janaúba 3 230 MG 1.840 3.200 1.169 0,64 compatível 838 0,46
Várzea da Palma 4 345 MG 1.050 3.200 688 0,66 compatível 525 0,50
Coremas 230 PB 360 1.650 612 1,70 compatível 609 1,69
Santa Luzia II 500 PB 400 — 650 1,62 compatível 72 0,18
Bom Nome 138 PE 350 800 444 1,27 compatível 275 0,79
Curral Novo do Piauí II 230 PI 850 3.670 438 0,52 compatível 175 0,21
Piripiri 230 PI 450 450 650 1,44 compatível 653 1,45
São João do Piauí II 500 PI 370 3.030 625 1,69 compatível 216 0,58
Bom Jesus da Lapa 230 BA 750 900 600 0,80 forte 434 0,58
Ourolândia II 230 BA 700 1.100 712 1,02 forte 309 0,44
Tabocas do Brejo Velho 230 BA 300 50 288 0,96 forte 0 0,00
Acaraú III 230 CE 900 1.150 775 0,86 forte 778 0,86
Banabuiú 230 CE 750 750 794 1,06 forte 794 1,06
Fortaleza II 500 CE 700 750 812 1,16 forte 812 1,16
Ibiapina II 230 CE 580 580 688 1,19 forte 691 1,19
Quixeré 230 CE 225 320 250 1,11 forte 247 1,10
Sobral III 230 CE 710 260 794 1,12 forte 794 1,12
Jaíba 500 MG 1.190 3.200 1.031 0,87 forte 553 0,46
Pirapora 2 138 MG 675 3.200 575 0,85 forte 225 0,33
Serra das Almas II 500 MG 880 3.200 819 0,93 forte 419 0,48
Bom Nome 230 PE 800 800 650 0,81 forte 597 0,75
Marangatu 230 PI 550 580 631 1,15 forte 625 1,14
Picos 230 PI 340 160 412 1,21 forte 356 1,05
São João do Piauí 230 PI 550 550 569 1,03 forte 572 1,04

Fora da comparação de rede — a NT limita estas por falta de vão (nota 5), por superação de equipamento (nota 3) ou por horizonte (nota 7). O nosso número diz que a rede escoa, e escoar não é o que falta nelas:

Barramento kV UF Oficial NT-02 (MW) Nossa margem N (MW) Notas
Bom Jesus da Lapa 69 BA 0 238 3
Senhor do Bonfim II 230 BA 0 406 5
Sobradinho 230 BA 0 562 5
Abaiara 230 CE 0 625 3
Milagres 230 CE 0 638 3
Milagres 69 CE 0 400 3
Morada Nova 500 CE 0 781 7
Morada Nova 230 CE 0 788 7
Pacatuba 500 CE 0 812 5
Pacatuba 230 CE 0 794 5
Montes Claros 2 345 MG 0 856 5
Pirapora 2 345 MG 0 888 5
Três Marias 345 MG 0 431 5
Bom Nome II 230 PE 0 650 7
Chapada I 230 PI 0 394 5
Chapada II 230 PI 0 394 5
Chapada III 230 PI 0 394 5

Restrições acopladas: o teto que vale para a soma

A NT publica capacidades também por subárea e por área — tetos que limitam a soma das injeções de vários barramentos. Um vencedor num ponto pode consumir a capacidade de outro sem ter dado lance nele. Comparar um teto de grupo com a margem de um ponto isolado seria mentir com número; por isso esses casos entram como sinal (teto contra a soma das nossas margens e contra a menor delas), nunca como veredito.

Restrição acoplada (NT-02) Teto oficial (MW) Membros casados Soma das nossas margens (MW) Soma / teto Menor margem nossa (MW)
SUBÁREA de BRD 230 (+7) 50 7 3.082 61,6× 194
ÁREA de QXR 230 (+25) 750 17 13.288 17,7× 250
SUBÁREA de CHP1 230 (+4) 160 4 1.594 10,0× 394
SUBÁREA de TAD 230 (+1) 90 2 887 9,9× 406
SUBÁREA de CFO 230 (+5) 250 5 2.093 8,4× 275
SUBÁREA de GID 230 (+3) 110 3 912 8,3× 275
SUBÁREA de QXR 230 (+8) 320 4 2.525 7,9× 250
SUBÁREA de MLG 230 (+2) 280 2 1.326 4,7× 638
SUBÁREA de BJD 230 (+6) 900 7 4.125 4,6× 225
SUBÁREA de BNB 230 (+8) 1.380 7 6.081 4,4× 794
ÁREA de SOB 500 (+42) 3.670 32 15.461 4,2× 175
SUBÁREA de RSD 230 (+3) 560 3 2.369 4,2× 781
ÁREA de SOB 500 (+42) 3.670 31 15.105 4,1× 175
ÁREA de BNO 230 (+12) 1.650 11 6.356 3,9× 400
ÁREA de PRI 230 (+8) 950 6 3.632 3,8× 144
SUBÁREA de IBD 230 (+4) 580 4 2.188 3,8× 144
ÁREA de SOB 500 (+38) 3.670 28 13.586 3,7× 175
SUBÁREA de BNO 230 (+3) 800 4 2.506 3,1× 444
SUBÁREA de C1 230 (+1) 260 1 794 3,1× 794
SUBÁREA de BDD 230 (+1) 180 1 544 3,0× 544
ÁREA de ARI2 500 (+20) 3.200 13 9.295 2,9× 131
SUBÁREA de C1 230 (+4) 350 2 906 2,6× 175
SUBÁREA de ZBU 230 (+1) 270 1 706 2,6× 706
SUBÁREA de GDO 500 (+4) 1.100 4 2.037 1,9× 400
SUBÁREA de SJI 230 (+3) 550 2 981 1,8× 412
SUBÁREA de AUD 230 (+1) 520 2 956 1,8× 181
SUBÁREA de AQD 230 (+1) 950 2 1.519 1,6× 600
ÁREA de CMD 230 (+29) 460 1 706 1,5× 706
ÁREA de AUD 230 (+2) 1.150 3 1.731 1,5× 181
SUBÁREA de MPD 69 (+2) 1.400 3 1.931 1,4× 256
SUBÁREA de PRI 230 (+1) 450 1 650 1,4× 650
SUBÁREA de BTR 500 (+9) 3.030 8 4.062 1,3× 300
SUBÁREA de SBF 138 (+3) 850 3 1.125 1,3× 275
SUBÁREA de MND 230 (+1) 700 1 794 1,1× 794
SUBÁREA de SOB 500 (+1) 1.500 2 1.194 0,8× 588
SUBÁREA de JBA3 138 480 1 156 0,3× 156
SUBÁREA de CMD 230 (+10) 175 0 — — —
ÁREA de BV 230 (+9) 1.340 0 — — —
SUBÁREA de MCP 230 (+4) 420 0 — — —
SUBÁREA de TAC 230 (+4) 690 0 — — —
ÁREA de JCD 230 (+3) 480 0 — — —
SUBÁREA de STBT 230 (+3) 730 0 — — —
SUBÁREA de ENP 230 (+2) 130 0 — — —
SUBÁREA de CID 500 (+2) 295 0 — — —
ÁREA de NPP 440 (+2) 360 0 — — —
SUBÁREA de TE 138 (+1) 100 0 — — —
SUBÁREA de BV 230 (+1) 520 0 — — —
SUBÁREA de PAL 230 (+1) 350 0 — — —
SUBÁREA de JAT 138 (+1) 60 0 — — —
SUBÁREA de CMP2 500 (+1) 1.600 0 — — —
SUBÁREA de PIR 230 (+1) 160 0 — — —
SUBÁREA de CAU 138 (+1) 120 0 — — —
SUBÁREA de MCL2 138 480 0 — — —

O que muda para quem tem projeto

  • Capacidade acima da potência cadastrada: o caminho até 17/11 é o pacote de habilitação, e o risco passa a ser a disputa por preço dentro do teto de subárea. A calculadora de lance de equilíbrio responde quanto cobrar.
  • Capacidade menor que a cadastrada, ou zero: pelo art. 7º, V da Portaria 136/2026 o projeto não se habilita — e ponto e potência estão congelados desde o cadastro. O que resta é o plano B: Temporada de Acesso, armazenamento no mercado livre (REN 1.161) ou colocalização em parque existente (REN 1.162), caminho que faz sentido sobretudo onde já há corte de geração.
  • Divergência entre a nossa estimativa e a NT: cada caso tem uma causa — vão, curto-circuito, acoplamento ou cenário. Publicamos a lista e o diagnóstico.

O cruzamento com os projetos anunciados à venda está na análise da sobredemanda; quem disputa cada ponto, em projetos habilitados por barramento; e o calendário até o martelo, na página do resultado do leilão.


Onde a NT-02 vai ser publicada

Nos três canais oficiais do certame: a EPE, na página do LRCAP Armazenamento 2026; o ONS, na área de Notas Técnicas; e o MME. Costuma sair notícia no gov.br no mesmo dia. Esta página é atualizada assim que o documento estiver disponível — e a cada revisão dele, porque nos leilões anteriores houve ajuste dias após a primeira versão.


Perguntas frequentes

Quando sai a NT-02 do LRCAP 2026? Até 30/09/2026, conforme o cronograma do certame. É elaborada pelo ONS em conjunto com a EPE, segundo a metodologia da NT-01.

A capacidade remanescente da NT-02 é definitiva? É o número oficial do certame, mas a metodologia prevê ajustes justificados na própria nota e, em leilões anteriores, houve revisão dias após a publicação. Esta página é atualizada a cada versão.

Por que uma estimativa independente e a NT podem diferir? Bases diferentes (a NT usa a base operativa do ONS; a estimativa usa os casos públicos do PDE), fila descontada, restrições acopladas, critério N-1 e curto-circuito. O viés foi declarado antes da publicação, e a comparação usa bandas fixadas antes.

O que é uma restrição acoplada? Um teto de subárea ou área que limita a soma das injeções de vários barramentos. Um vencedor num ponto pode consumir a capacidade de outro sem ter dado lance nele.

Meu barramento ficar com capacidade zero significa perder o leilão? Significa perder a habilitação neste certame, se a potência cadastrada exceder a capacidade. O projeto continua valendo para a Temporada de Acesso e para os caminhos regulados fora do leilão — e a primeira pergunta passa a ser se a rede terá margem depois do certame.

Vocês vão publicar os casos em que erraram? Sim. Os divergentes entram na tabela, com a causa investigada. Comparar antes e publicar depois, qualquer que seja o resultado, é o método.


Comparação publicada em 30/09/2026 sobre a NT-ONS DPL 0095/2026 — Revisão 0 e a previsão de 02/09/2026 (fluxo de potência sobre os casos de referência do PDE 2035, EPE). Critérios de comparação registrados em 31/08/2026, antes da NT. A capacidade remanescente oficial é a da Nota Técnica; esta página é leitura e método, e não substitui os documentos do certame.