Margem firme (N-1) por barramento do LRCAP 2026: quanto sobra quando cai o pior circuito, e quantas horas por ano isso acontece

Resposta direta: nos 140 pontos avaliados (129 barramentos bonificados e 11 do mercado), a margem de escoamento em rede íntegra soma 83,7 GW; sob a perda do circuito mais desfavorável de cada vizinhança, a margem firme soma 56,8 GW. A queda mediana é de 28 %, mas a distribuição é o que importa: 49 pontos perdem mais da metade e 11 ficam com firme zero, seis deles pela mesma linha de 138 kV no oeste da Bahia. No outro extremo, 48 pontos caem 10 % ou menos, e o Ceará é a exceção regional, com queda média de 8 % contra 48 % na Bahia e 53 % em Minas. Para cada ponto a tabela diz qual circuito define a firme e quantas horas por ano circuitos daquela classe ficam fora, pelo indicador de disponibilidade do ONS: uma linha de 500 kV, em média, 95 horas por ano; uma de 230 kV, 75. É o número que o financiador pergunta e que a Nota Técnica de Quantitativos não publica.

Seu barramento está entre os 46? Triagem do ponto com a firme e as alternativas em 48 h: WhatsApp (67) 98131-7507 · alessandro@estudoseletricos.com


Por que a margem firme, e não a margem N, é o número que vale

A margem N responde "quanto cabe com toda a rede em serviço". O critério de planejamento da Rede Básica é N-1: o sistema tem de suportar a perda de qualquer elemento sem violar limites. Um projeto cujo escoamento depende de um circuito único está exposto duas vezes: à obra que o reforce, se houver, e às horas em que aquele circuito não está lá, por manutenção ou por falha. A previsão de margem por barramento traz as duas colunas lado a lado; esta página abre a coluna da firme: qual é o circuito, e com que frequência ele sai.

Como foi calculado

  • Margem firme: para cada ponto, a injeção máxima no pior dos 8 patamares do caso 2029 do PDE 2035 sob a perda do circuito mais desfavorável da vizinhança (raio 3 do ponto, contingências com capacidade declarada), com o mesmo critério de violação da margem N. Motor de fluxo próprio, validado contra a solução oficial dos casos.
  • Circuito crítico: o que produz a menor margem entre todos os testados. Nomeado pelas barras do caso e traduzido para o nome das subestações quando o par é reconhecível.
  • Horas fora por ano: o indicador de disponibilidade de Função Transmissão do ONS (Submódulo 9.2), por classe de equipamento e nível de tensão, sobre 38 meses limpos do dataset: soma da indisponibilidade programada e forçada, vezes 8.760. É um prior de classe, não a taxa daquele circuito. Linhas de 138 kV estão fora do domínio do indicador, que cobre a Rede Básica; para elas a tabela diz "fora do indicador" em vez de inventar um número.

O que a tabela mostra

Poucos circuitos decidem muitos pontos. A perda da LT 500 kV Buritirama–Queimada Nova II define a firme de 12 pontos (Sobradinho, São João do Piauí, Milagres, Queimada Nova II, Curral Novo do Piauí II e outros); a LT 500 kV Ourolândia II–Morro do Chapéu II, de outros 12 (Juazeiro da Bahia II e III, Gilbués II, Campo Formoso II, Jaíba 500, Ipupiara e outros); Pacatuba–Jaguaruana II, de 9 no Ceará; Quixadá–Morada Nova, de 8. Quatro circuitos de 500 kV respondem pela firme de 41 dos 140 pontos. Isso tem uma consequência para quem dá lance em barramentos vizinhos: projetos em pontos diferentes compartilham o mesmo risco, e a Nota Técnica de Quantitativos trata isso como restrição acoplada.

Os 11 pontos com firme zero. Barreiras 230 e 69 kV, Barreiras II, Rio das Éguas, Rio Grande II e Tabocas do Brejo Velho caem pela mesma LT de 138 kV Barreiras–Barreiras III; Jaíba 230 e 138 kV, pela LT 138 kV Manga 5–Manga 6; Correntina e Arinos 2, ambos em 500 kV, por um circuito de 500 kV que vai a Peixe-Angical, em Tocantins; e Itararé 230, em São Paulo, pelo transformador de Ponta Grossa Sul, no Paraná — o único dos onze fora do Nordeste e de Minas. Nos onze, o zero tem a mesma origem: com aquele elemento fora, o fluxo de potência não fecha já na injeção de partida, isto é, não há ponto de operação nem para o despacho de hoje. Nesses pontos, o projeto depende de obra, e a linha do tempo de obras por barramento diz se ela existe e para quando.

O Ceará é outra rede. Queda média de 8 % nos 39 pontos cearenses, contra 48 % nos 42 baianos, 53 % nos 18 mineiros e 61 % nos 3 paraibanos. Os corredores de 500 kV que chegam a Fortaleza têm redundância que o oeste da Bahia e o norte de Minas não têm. Os maiores valores de firme da lista estão lá: Fortaleza 230 kV, 1.281 MW; Fortaleza II 230 e 500 kV, 825 e 812 MW; e, fora do Ceará, Delmiro Gouveia 230 kV com 1.250 MW e Janaúba 3 com 838 MW.

Firme não é probabilidade. Um ponto com firme zero cuja contingência crítica fica fora 75 horas por ano perde escoamento em menos de 1 % do tempo. O que a firme diz é o que acontece nessas horas: ou o projeto é cortado, ou a rede opera fora do critério. Para o financiador, o número que importa é o produto dos dois, e é por isso que as duas colunas estão juntas.

Os 140 pontos por margem firme (N-1), do mais apertado ao mais robusto

# Barramento kV UF Margem N (MW) Firme N-1 (MW) Queda Circuito cuja perda define a firme Classe Horas/ano fora (prior da classe)
1 Arinos 2 500 MG 1.075 0 100 % LT 500 kV 4294 – Peixe-Angical (TO), no PWF FTLT - 500 95
2 Jaíba 230 MG 1.031 0 100 % LT 138 kV Manga 5 – Manga 6 (norte de Minas) fora do indicador —
3 Rio das Éguas 230 BA 584 0 100 % LT 138 kV Barreiras – Barreiras III (oeste da Bahia) fora do indicador —
4 Correntina 500 BA 547 0 100 % LT 500 kV 4294 – Peixe-Angical (TO), no PWF FTLT - 500 95
5 Barreiras II 230 BA 522 0 100 % LT 138 kV Barreiras – Barreiras III (oeste da Bahia) fora do indicador —
6 Barreiras 230 BA 503 0 100 % LT 138 kV Barreiras – Barreiras III (oeste da Bahia) fora do indicador —
7 Rio Grande II 230 BA 447 0 100 % LT 138 kV Barreiras – Barreiras III (oeste da Bahia) fora do indicador —
8 Tabocas do Brejo Velho 230 BA 288 0 100 % LT 138 kV Barreiras – Barreiras III (oeste da Bahia) fora do indicador —
9 Barreiras 69 BA 194 0 100 % LT 138 kV Barreiras – Barreiras III (oeste da Bahia) fora do indicador —
10 Jaíba 138 MG 131 0 100 % LT 138 kV Manga 5 – Manga 6 (norte de Minas) fora do indicador —
11 Itararé 230 SP 47 0 100 % trafo de Ponta Grossa Sul (PR), terciário — no PWF — —
12 Caetité 69 BA 100 12 88 % 11695-11595#1 FTTR - 230 80
13 Porto Velho 69 RO 16 16 0 % 9626-9653#1 fora do indicador —
14 Janaúba 3 138 MG 159 50 69 % 1708-26484#1 — —
15 Ibiapina II 69 CE 144 62 57 % 765-365#1 FTTR - 230 80
16 Santa Luzia II 500 PB 653 72 89 % 241-260#1 FTLT - 230 75
17 Acaraú II 69 CE 181 81 55 % 55431-55412#1 FTTR - 230 80
18 Caetité 230 BA 106 106 0 % 285-205#1 FTLT - 230 75
19 Bom Jesus II 230 PI 331 119 64 % LT 500 kV Buritirama – Queimada Nova II FTLT - 500 95
20 Igaporã II 69 BA 228 138 39 % 794-394#1 FTTR - 230 80
21 Brotas de Macaúbas 230 BA 175 138 21 % 285-205#1 FTLT - 230 75
22 Sobradinho 230 BA 566 166 71 % LT 500 kV Ourolândia II – Morro do Chapéu II FTLT - 500 95
23 Futura 500 BA 609 169 72 % LT 500 kV Ourolândia II – Morro do Chapéu II FTLT - 500 95
24 Juazeiro da Bahia II 230 BA 431 169 61 % LT 500 kV Ourolândia II – Morro do Chapéu II FTLT - 500 95
25 Juazeiro da Bahia III 230 BA 422 169 60 % LT 500 kV Ourolândia II – Morro do Chapéu II FTLT - 500 95
26 Campo Formoso II 500 BA 344 169 51 % LT 500 kV Ourolândia II – Morro do Chapéu II FTLT - 500 95
27 Curral Novo do Piauí II 230 PI 438 175 60 % LT 500 kV Buritirama – Queimada Nova II FTLT - 500 95
28 Irapé 345 MG 638 178 72 % 1493-1510#1 FTLT - 345 150
29 Araçuaí 2 230 MG 556 178 68 % 1647-1823#1 fora do indicador —
30 Queimada Nova II 500 PI 303 178 41 % LT 500 kV Buritirama – Queimada Nova II FTLT - 500 95
31 Gilbués II 230 PI 275 181 34 % LT 500 kV Buritirama – Queimada Nova II FTLT - 500 95
32 Curral Novo do Piauí II 500 PI 506 184 64 % LT 500 kV Buritirama – Queimada Nova II FTLT - 500 95
33 Barra II 500 BA 347 184 47 % LT 500 kV Ourolândia II – Morro do Chapéu II FTLT - 500 95
34 Rio Formoso II 230 BA 556 188 66 % 4294-4298#1 FTLT - 500 95
35 Bom Nome II 500 PE 353 191 46 % LT 500 kV Pacatuba – Jaguaruana II FTLT - 500 95
36 Zebu III 500 AL 694 194 72 % LT 500 kV Ourolândia II – Morro do Chapéu II FTLT - 500 95
37 Cristiano Castro 500 PI 619 194 69 % LT 500 kV Buritirama – Queimada Nova II FTLT - 500 95
38 Açu II 230 RN 509 194 62 % 260-250#1 FTLT - 230 75
39 Bom Jesus da Lapa 69 BA 241 194 20 % 285-685#3 FTTR - 230 80
40 Eliseu Martins 230 PI 306 197 36 % 11051-11050#1 FTLT - 230 75
41 Gilbués II 500 PI 397 200 50 % LT 500 kV Ourolândia II – Morro do Chapéu II FTLT - 500 95
42 São João do Piauí 500 PI 622 203 67 % LT 500 kV Buritirama – Queimada Nova II FTLT - 500 95
43 Milagres 500 CE 634 209 67 % LT 500 kV Buritirama – Queimada Nova II FTLT - 500 95
44 Milagres II 500 CE 634 209 67 % LT 500 kV Buritirama – Queimada Nova II FTLT - 500 95
45 Bom Nome II 230 PE 650 212 67 % 11576-11577#1 FTLT - 500 95
46 Campo Formoso 230 BA 278 212 24 % 11461-11261#1 FTLT - 230 75
47 São João do Piauí II 500 PI 628 216 66 % LT 500 kV Buritirama – Queimada Nova II FTLT - 500 95
48 Sobradinho 500 BA 591 219 63 % LT 500 kV Buritirama – Queimada Nova II FTLT - 500 95
49 Jaguarari 230 BA 278 222 20 % 202-11282#1 FTLT - 230 75
50 Pirapora 2 138 MG 575 225 61 % 1824-1825#1 fora do indicador —
51 Ipupiara 500 BA 459 225 51 % LT 500 kV Ourolândia II – Morro do Chapéu II FTLT - 500 95
52 Sol do Sertão 500 BA 494 238 52 % 588-589#1 FTLT - 500 95
53 Quixeré 230 CE 253 247 2 % 56100-11565#1 FTLT - 500 95
54 Morro do Chapéu II 69 BA 256 256 0 % 285-205#1 FTLT - 230 75
55 Montes Claros 2 345 MG 859 259 70 % 1817-27565#1 fora do indicador —
56 Buritirama 500 BA 356 259 27 % 12320-587#1 FTLT - 500 95
57 Senhor do Bonfim II 230 BA 409 262 36 % 202-11282#1 FTLT - 230 75
58 Zebu III 230 AL 691 275 60 % 589-11612#1 FTLT - 500 95
59 Bom Nome 138 PE 444 275 38 % 120-122#1 fora do indicador —
60 Itagibá 230 BA 362 275 24 % 213-209#1 FTLT - 230 75
61 Ourolândia II 500 BA 400 297 26 % LT 500 kV Gentio do Ouro II – Ourolândia II FTLT - 500 95
62 Milagres 69 CE 400 300 25 % 221-621#1 FTTR - 230 80
63 Ourolândia II 230 BA 716 309 57 % LT 500 kV Buritirama – Queimada Nova II FTLT - 500 95
64 Bom Jesus da Lapa II 230 BA 600 309 48 % LT 500 kV Ourolândia II – Morro do Chapéu II FTLT - 500 95
65 Tauá II 230 CE 406 312 23 % 295-216#1 FTLT - 230 75
66 Gentio do Ouro II 500 BA 431 316 27 % 12320-587#1 FTLT - 500 95
67 São José do Belmonte 230 PE 316 316 0 % 620-17002#1 fora do indicador —
68 Irapé 230 MG 753 319 58 % 1493-1510#1 FTLT - 345 150
69 Floresta II 230 PE 706 319 55 % 11281-296#2 FTLT - 230 75
70 Tacaratu 230 PE 706 319 55 % 11281-296#2 FTLT - 230 75
71 Três Marias 345 MG 434 322 26 % 1515-1505#1 FTLT - 345 150
72 Igaporã II 230 BA 666 331 50 % 11394-394#1 FTLT - 230 75
73 Gentio do Ouro II 230 BA 406 331 18 % LT 500 kV Gentio do Ouro II – Ourolândia II FTLT - 500 95
74 Complexo Várzea da Palma 345 MG 572 338 41 % 1503-4699#1 — —
75 Ibicoara 230 BA 734 347 53 % LT 500 kV Ourolândia II – Morro do Chapéu II FTLT - 500 95
76 Picos 230 PI 412 356 14 % 237-295#1 FTLT - 230 75
77 Brumado II 230 BA 544 384 29 % 376-288#1 FTLT - 230 75
78 Chapada I 230 PI 397 391 2 % 58208-12201#1 FTLT - 230 75
79 Chapada II 230 PI 397 397 0 % 58227-12201#1 FTLT - 230 75
80 Chapada III 230 PI 397 397 0 % 58208-12201#1 FTLT - 230 75
81 Serra das Almas II 500 MG 819 419 49 % 588-589#1 FTLT - 500 95
82 Bom Jesus da Lapa II 500 BA 588 425 28 % 12320-587#1 FTLT - 500 95
83 Bom Jesus da Lapa 230 BA 600 434 28 % 585-59190#1 FTLT - 500 95
84 Crato II 230 CE 481 441 8 % 12501-11567#1 FTLT - 500 95
85 Pindaí II 230 BA 1.131 456 60 % 585-59190#1 FTLT - 500 95
86 Igaporã III 230 BA 669 478 29 % 585-59190#1 FTLT - 500 95
87 Mossoró II 230 RN 709 494 30 % 56095-224#1 FTLT - 230 75
88 Fortaleza 69 CE 572 494 14 % 225-625#4 FTTR - 230 80
89 Pici II 230 CE 769 497 35 % 325-234#1 FTLT - 230 75
90 Várzea da Palma 345 MG 666 506 24 % 1515-1505#1 FTLT - 345 150
91 Várzea da Palma 4 345 MG 688 525 24 % 1515-1505#1 FTLT - 345 150
92 Igaporã III 500 BA 719 531 26 % 12320-587#1 FTLT - 500 95
93 Jaíba 500 MG 1.031 553 46 % LT 500 kV Ourolândia II – Morro do Chapéu II FTLT - 500 95
94 São João do Piauí 230 PI 572 572 0 % 237-287#1 FTLT - 230 75
95 Campina Grande II 230 PB 2.031 594 71 % 300-500#1 FTTR - 500 94
96 Bom Nome 230 PE 650 597 8 % 11583-582#1 FTLT - 500 95
97 Aquiraz II 69 CE 603 603 0 % 11219-225#1 FTLT - 230 75
98 Buritizeiro 3 345 MG 772 606 22 % 1515-1505#1 FTLT - 345 150
99 Coremas 230 PB 616 609 1 % 11500-544#1 FTLT - 500 95
100 Marangatu 230 PI 634 625 1 % 55158-227#1 FTLT - 230 75
101 Abaiara 230 CE 625 625 0 % 237-295#1 FTLT - 230 75
102 Aquiraz II 230 CE 919 628 32 % LT 500 kV Quixadá – Morada Nova FTLT - 500 95
103 Araticum 230 CE 628 628 0 % 621-821#1 fora do indicador —
104 Milagres 230 CE 638 638 0 % LT 500 kV Quixadá – Morada Nova FTLT - 500 95
105 Piripiri 230 PI 653 653 0 % 12905-12912#1 FTTR - 500 94
106 Maracanaú II 230 CE 678 678 0 % LT 500 kV Pacatuba – Jaguaruana II FTLT - 500 95
107 Icó 230 CE 688 688 0 % 11565-11520#1 FTLT - 500 95
108 Tianguá II 230 CE 725 691 5 % 12905-12912#1 FTTR - 500 94
109 Ibiapina II 230 CE 691 691 0 % 19099-328#1 FTLT - 230 75
110 Morro do Chapéu II 230 BA 828 703 15 % LT 500 kV Gentio do Ouro II – Ourolândia II FTLT - 500 95
111 Irecê 230 BA 734 703 4 % LT 500 kV Gentio do Ouro II – Ourolândia II FTLT - 500 95
112 Dias Macedo II 230 CE 703 703 0 % 325-826#1 FTLT - 230 75
113 Pirapora 2 345 MG 888 706 20 % 1515-1505#1 FTLT - 345 150
114 Zebu II 230 AL 709 709 0 % 296-208#1 FTLT - 230 75
115 Campina Grande III 230 PB 709 709 0 % 364-56861#1 FTLT - 230 75
116 Morro do Chapéu II 500 BA 850 716 16 % LT 500 kV Gentio do Ouro II – Ourolândia II FTLT - 500 95
117 João Câmara III 230 RN 719 719 0 % 56861-11265#1 FTLT - 230 75
118 João Câmara II 230 RN 722 722 0 % 81313-81314#1 FTTR - 230 80
119 Açu III 230 RN 734 734 0 % 56095-224#1 FTLT - 230 75
120 Acaraú III 230 CE 778 778 0 % 12901-12905#1 FTLT - 500 95
121 Acaraú II 230 CE 778 778 0 % 12901-12905#1 FTLT - 500 95
122 Morada Nova 500 CE 781 781 0 % LT 500 kV Quixadá – Morada Nova FTLT - 500 95
123 Alex 230 CE 781 781 0 % LT 500 kV Quixadá – Morada Nova FTLT - 500 95
124 Russas II 230 CE 784 784 0 % LT 500 kV Pacatuba – Jaguaruana II FTLT - 500 95
125 Sobral II 230 CE 788 788 0 % 234-634#5 FTTR - 230 80
126 Mossoró IV 230 RN 788 788 0 % LT 500 kV Pacatuba – Jaguaruana II FTLT - 500 95
127 Morada Nova 230 CE 791 791 0 % LT 500 kV Quixadá – Morada Nova FTLT - 500 95
128 Jaguaruana II 230 CE 791 791 0 % LT 500 kV Quixadá – Morada Nova FTLT - 500 95
129 Cauípe 230 CE 794 794 0 % LT 500 kV Pacatuba – Jaguaruana II FTLT - 500 95
130 Banabuiú 230 CE 794 794 0 % LT 500 kV Quixadá – Morada Nova FTLT - 500 95
131 Sobral III 230 CE 794 794 0 % LT 500 kV Pacatuba – Jaguaruana II FTLT - 500 95
132 Pacatuba 230 CE 794 794 0 % 820-823#1 FTTR - 230 80
133 Pecém II 230 CE 794 794 0 % LT 500 kV Quixadá – Morada Nova FTLT - 500 95
134 Jaguaruana II 500 CE 800 800 0 % LT 500 kV Pacatuba – Jaguaruana II FTLT - 500 95
135 Fortaleza II 500 CE 812 812 0 % 234-634#5 FTTR - 230 80
136 Pacatuba 500 CE 812 812 0 % 234-634#5 FTTR - 230 80
137 Fortaleza II 230 CE 825 825 0 % 325-525#1 FTTR - 500 94
138 Janaúba 3 230 MG 1.169 838 28 % 585-59190#1 FTLT - 500 95
139 Delmiro Gouveia 230 CE 1.250 1.250 0 % LT 500 kV Pacatuba – Jaguaruana II FTLT - 500 95
140 Fortaleza 230 CE 1.434 1.281 11 % LT 500 kV Pacatuba – Jaguaruana II FTLT - 500 95

Margem N: injeção que cabe no pior dos 8 patamares com a rede íntegra. Firme N-1: o mesmo, sob a perda do circuito mais desfavorável da vizinhança (raio 3, contingências com capacidade declarada), no pior patamar. Horas/ano: indisponibilidade histórica (programada + forçada) da CLASSE do circuito, pelo indicador de disponibilidade de Função Transmissão do ONS, meses limpos do dataset; é um prior de classe, não a taxa daquele circuito. Circuito de 138 kV está fora do domínio do indicador e sai sem prior.

O que fazer com o seu ponto

  1. Firme acima de 90 % da margem N: o ponto é robusto a contingência única; a pergunta passa a ser a Nota Técnica de Quantitativos e a disputa por MW habilitados.
  2. Firme entre a metade e 90 %: cabe o projeto, mas o financiamento vai perguntar pelo circuito. Ter o nome dele, a classe e as horas por ano é o que responde.
  3. Firme abaixo da metade ou zero: o projeto depende de obra ou de operar com corte — e, para quem já cadastrou no LRCAP 2026, o ponto está congelado: o que se decide é seguir com a habilitação e a garantia ou parar por aqui. Para quem compra projeto, conecta carga nova ou mira o ciclo seguinte, alternativas de ponto a menos de 100 km costumam existir; a triagem A0 as compara.

O que o estudo completo acrescenta: contingências duplas nos corredores acoplados, a firme de recarga (aqui a N-1 foi rodada em injeção), e a probabilidade do circuito específico, com o histórico de desligamentos do próprio elemento quando o cliente tem acesso a ele.

Perguntas frequentes

O que é margem firme N-1? A capacidade de escoamento que sobra num barramento quando o circuito mais desfavorável da sua vizinhança sai de serviço, no pior patamar do ano. É o critério de planejamento da Rede Básica e o número que sustenta financiamento.

Firme zero significa que o projeto é inviável? Não. Significa que, na perda daquele circuito, o ponto não escoa injeção nova. Se o circuito fica fora 75 horas por ano, o projeto opera o resto do tempo; se há obra planejada que o reforce, a firme muda. Os dois dados estão nesta página e na de obras.

De onde vêm as horas por ano? Do indicador de disponibilidade de Função Transmissão do ONS, dados abertos, por classe de equipamento e tensão, sobre 38 meses limpos. Os meses de janeiro a junho de 2026 vieram com escala errada no dataset e foram excluídos.

Por que o Ceará cai tão menos que a Bahia? Porque os pontos cearenses estão em corredores de 500 kV com mais de um caminho até a carga de Fortaleza, e os do oeste da Bahia e norte de Minas dependem de circuitos únicos, alguns de 138 kV.

A Nota Técnica de Quantitativos vai publicar a firme? A NT publica a capacidade remanescente por barramento, subárea e área, com restrições acopladas. O circuito que define a firme e as horas por ano são leitura nossa, com método declarado.


Página criada em 02/09/2026. Margens: estimativa de engenharia por fluxo de potência sobre os casos públicos do planejamento (EPE), com método declarado; probabilidades: prior por classe do indicador de disponibilidade do ONS. Os números oficiais do certame são os da Nota Técnica de Quantitativos (ONS/EPE).