Digite a subestação e veja se o ponto tem bonificação no Anexo II do LRCAP 2026 e se teve corte de geração por restrição de origem local.
Resposta direta: o Anexo II da Portaria Normativa MME nº 136/2026 lista os pontos de conexão em que um projeto de armazenamento compete com bonificação de localização — a constante β = 0,9, que faz o lance ser classificado como se fosse 10% menor sem reduzir a receita efetiva. São 129 barramentos, em 8 estados, concentrados no Nordeste. O mapa abaixo mostra onde eles estão, com a tensão e a classificação de cada um, e permite vê-los sobre a Rede Básica inteira — os 1.701 barramentos em operação, para dimensionar o quanto o Anexo II é um recorte. O que ele ainda não mostra é quantos MW cabem em cada ponto: esse número sai na Nota Técnica de Quantitativos do ONS e da EPE, prevista para até 30 de setembro de 2026.
O leilão classifica por preço, mas não trata todos os pontos de conexão como iguais. Barramentos onde a bateria ajuda mais o sistema — tipicamente rede fraca com muita geração renovável e curtailment recorrente — entram no Anexo II e competem com a constante β = 0,9 aplicada ao preço ofertado.
O efeito é de classificação, não de caixa: o projeto disputa como se tivesse ofertado 10% menos, mas recebe a receita que ofertou. Numa disputa em que milhares de projetos concorrem por poucos GW, 10% de vantagem na ordem de classificação é uma diferença grande.
Os 129 barramentos bonificados do LRCAP 2026 estão distribuídos assim: Bahia (42), Ceará (39), Minas Gerais (18), Piauí (17), Pernambuco (6), Alagoas (3), Paraíba (2) e Rio Grande do Norte (2) — quase 86% deles no Nordeste. Por nível de tensão, predominam 230 kV e 500 kV.
Os 129 pontos de conexão do Anexo II da Portaria MME nº 136/2026, onde o lance compete com a constante β = 0,9 — e, como pano de fundo, os 1.701 barramentos da Rede Básica em operação.
São duas camadas, e a bonificação é atributo, não universo. A vista que abre é a do LRCAP: os 129 barramentos do Anexo II. O segundo botão põe a Rede Básica inteira na tela — 1.701 barramentos em 921 locais, dos quatro subsistemas, de 69 a 800 kV —, com os bonificados destacados por um anel âmbar. Serve para a pergunta que o mapa de 129 pontos não responde sozinho: o quanto o Anexo II é seletivo? Os pontos apagados são contexto e nada mais — não sugerem elegibilidade.
Uma consequência honesta dessa camada: o cadastro do ONS traz nome, tensão e coordenada, mas não a classificação entre Rede Básica, DIT e ICG, que é declaração da portaria. Por isso o barramento de contexto aparece sem classificação, e o filtro de classificação vale só para os bonificados — herdar a classe do vizinho seria inventar enquadramento.
A unidade é o barramento, não a subestação. A mesma subestação aparece no Anexo II em mais de um nível de tensão, e a EPE registra que barramentos de uma mesma subestação podem ter tratamentos locacionais distintos. Por isso cada marcador enumera os barramentos daquele ponto, em vez de fingir que subestação e barramento são a mesma coisa.
A cor é a tensão, não a capacidade. É uma escolha deliberada. Quando a Nota Técnica de Quantitativos sair, o número que ela traz não é um valor por ponto: as restrições vêm acopladas, no formato de grupos de barramentos que dividem um teto comum. Pintar uma cor de capacidade por subestação daria ao leitor a impressão de que cada ponto tem um limite próprio, o que é falso e leva a decisão errada.
Quatro pontos usam coordenada aproximada e estão marcados com anel tracejado. Onde nenhuma base pública alcançava a subestação, adotou-se a sede ou o centroide do município — que localiza a região, não o pátio. A diferença entre o centroide de um município grande e a sede chega a algumas dezenas de quilômetros, e o mapa prefere dizer isso a fingir precisão.
Os 129 barramentos estão todos localizados. O último a entrar foi Araticum, no Ceará: nenhuma base pública o alcançava e não existe município homônimo que servisse de referência, então a coordenada veio do responsável técnico. Cada ponto do mapa foi conferido contra a malha estadual do IBGE — todos caem dentro da unidade da federação que o Anexo II declara.
As coordenadas vêm de quatro origens, e cada ponto diz a sua: o cadastro de subestações em operação do ONS, a base de cálculo da TUST do PDE 2035 da EPE (que alcança obras planejadas), informação do responsável técnico e, nos quatro pontos marcados como aproximados, a sede ou o centroide do município pela malha do IBGE. O cruzamento entre a lista do Anexo II e as bases foi conferido barramento a barramento, porque os nomes divergem entre as fontes: o ONS abrevia em 15 caracteres, e a semelhança textual aproxima subestações que não têm nada a ver uma com a outra.
Estar no Anexo II garante que o meu projeto será habilitado? Não. A bonificação é vantagem de classificação. A habilitação técnica depende de o barramento ter capacidade remanescente de escoamento maior ou igual à potência injetada, e de a injeção não causar superação da capacidade de interrupção dos disjuntores. São duas verificações independentes da bonificação.
Onde saem os MW disponíveis em cada barramento? Na Nota Técnica de Quantitativos da Capacidade Remanescente do SIN para Escoamento, do ONS em conjunto com a EPE, prevista para até 30 de setembro de 2026. Ela traz os quantitativos por barramento candidato, subárea e área do SIN.
Se eu vencer no primeiro certame, a margem publicada continua valendo para o segundo? Não exatamente. Os vencedores do certame de 2 de dezembro são descontados das margens automaticamente pelo sistema da CCEE, e não há previsão de publicação de uma nota técnica revisada com os valores atualizados entre um certame e outro.
Posso escolher outro barramento depois de cadastrar? Não. O ponto de conexão e a potência injetável declarados no cadastramento ficam congelados, sob pena de não habilitação.
De onde vêm os dados deste mapa? Do Anexo II da Portaria Normativa MME nº 136/2026, publicada no Diário Oficial da União; do conjunto de dados abertos de subestações da rede de operação do ONS, sob licença Creative Commons; da base de cálculo da TUST do PDE 2035 da EPE; e da malha estadual do IBGE. Nenhum dado é proprietário e nenhum é estimado por semelhança.
O mapa diz onde há bonificação. Ele não diz se o seu ponto escoa os seus MW — isso é estudo de fluxo de potência e de curto-circuito sobre a base oficial do certame.
➡ Falar com o engenheiro responsável no WhatsApp · alessandro@estudoseletricos.com
Veja também a página de estudos de conexão para BESS, com o calendário do certame e a calculadora de viabilidade, e os serviços de estudos elétricos.
© 2025 ESTUDOS ELÉTRICOS | Todos os direitos reservados
Desenvolvido por Conectandu Company