Margem de escoamento por barramento: a previsão do que a Nota Técnica de 30/09 vai dizer sobre o seu ponto

Resposta direta: até 30/09/2026 o ONS e a EPE publicam a Nota Técnica de Quantitativos com a capacidade remanescente de cada barramento do LRCAP Armazenamento. Esta página publica antes, barra a barra, a nossa estimativa — para os 129 barramentos bonificados (Anexo II da Portaria MME 136/2026) e para 12 pontos fora da lista onde há projetos anunciados à venda. Para cada ponto: margem anual de injeção e de recarga (mínimo sobre os 8 patamares do caso de referência), o tipo de elemento que trava, a margem firme N-1 em todos os 129 (a que sobrevive à pior contingência local), o nível de curto-circuito e a injeção no caso 2032. A mediana dos 129 é 625 MW de injeção (10% dos pontos abaixo de 275 MW; 10% acima de 819 MW) e 800 MW de recarga. 82 dos 129 travam por tensão, não por carregamento; 44 têm recarga menor que injeção; a firme é, na mediana, 28% menor que a margem N — e 10 barramentos têm firme zero, seis deles pela perda do mesmo circuito. Quando a NT sair, publicamos o confronto previsto × oficial com critérios de aceite fixados antes — qualquer que seja o resultado.

Tem projeto num desses pontos e precisa do número antes de decidir? Relatório completo do barramento em 48 h: WhatsApp (67) 98131-7507 · alessandro@estudoseletricos.com


Por que publicar uma previsão que vai ser conferida

Porque é a única forma honesta de vender método. Toda consultoria do setor vai comentar a Nota Técnica depois que ela sair; poucas têm um número próprio para ser cobrado. O nosso existe desde agosto — no mapa dos barramentos bonificados — e aqui está em forma de tabela, para que ninguém precise clicar 129 vezes. Os critérios de comparação com a NT (bandas de aceite por barramento, tratamento das restrições acopladas) foram registrados antes de o gabarito existir. Se o motor errar, o erro será publicado com o mesmo destaque.

O que a tabela é: estimativa de engenharia por fluxo de potência sobre os casos públicos do planejamento (PDE 2035, caso 2029), nos 8 patamares do ano, nos dois sentidos, com motor próprio que reproduz a solução oficial embarcada nos próprios casos da EPE (12,9 mil barras, piso de arredondamento). O que ela não é: a NT-02. A NT traz o que só o ONS tem — restrições acopladas entre barramentos, a fila da 1ª Temporada de Acesso descontada, o N-1 oficial em toda a Rede Básica e o horizonte de referência (o menor entre 2028 e 2031). Tudo isso só aperta os números abaixo; nenhum deles afrouxa.


Como ler a tabela

  • Injeção anual / Recarga anual: o mínimo da margem sobre os 8 patamares do caso (máxima e mínima carga × diurna/noturna × seco/úmido × coincidente). Um patamar sozinho mente por fator 3 — o mínimo é o número que vale para decisão.
  • Patamar crítico: em qual dos 8 a injeção trava. Sete patamares diferentes aparecem como críticos de alguém: máxima noturna seca (44 pontos), máxima diurna seca (33), mínima noturna seca (22), mínima diurna coincidente (13), máxima diurna úmida (11), máxima coincidente (5), máxima noturna úmida (1).
  • Trava: tensão = a primeira violação é de tensão (uma barra da vizinhança sai da faixa); térmico = um circuito atinge o limite de carregamento. A distinção decide a solução: suporte de reativo e grid-forming num caso, reforço de circuito no outro.
  • Firme N-1: a margem que sobrevive à perda do pior elemento da vizinhança — rodada em todos os 129 bonificados (e em dois pontos do mercado) sobre os 8 patamares, no sentido da injeção; "—" = não rodada, nunca "zero".
  • Icc mín / máx: nível de curto trifásico nos casos mínimo e máximo de 2029 (base ANAFAS da EPE). Abaixo de 3 kA, o inversor grid-forming deixa de ser formalidade.
  • Injeção 2032: o mesmo cálculo sobre o caso 2032 — mostra se o reforço planejado abre ou aperta o ponto.
  • À venda: MW de projetos anunciados no mesmo ponto (marketplace de projetos do setor, agosto/2026). Acima da margem = sobredemanda.

A tabela

Os 129 barramentos bonificados (Anexo II da Portaria MME 136/2026)

Barramento kV UF Injeção anual (MW) Patamar crítico Trava Recarga anual (MW) Firme N-1 (MW) Icc mín / máx (kA) Injeção 2032 (MW) À venda (MW) Folha Oficial NT-02 (MW) Veredito Teto do grupo (MW)
Zebu II 230 AL 706 mín. not. seco tensão 544 709 8,8 / 9,5 1.212 — ver 270 divergente 270
Zebu III 500 AL 694 máx. not. seco tensão 700 194 5,8 / 6,5 612 — ver — — —
Zebu III 230 AL 688 máx. not. seco tensão 562 275 9,5 / 10,3 606 — ver — — —
Barra II 500 BA 344 máx. not. seco tensão 1.075 184 9,7 / 12,3 431 — ver — — —
Barreiras 230 BA 500 máx. not. seco tensão 400 0 10,4 / 12,7 744 500 ver 340 compatível 50
Barreiras 69 BA 194 máx. diurna seco térmico 119 0 9,5 / 11,4 194 — ver 100 compatível 50
Barreiras II 230 BA 519 máx. not. seco tensão 394 0 12,6 / 15,1 606 500 ver 340 compatível 50
Bom Jesus da Lapa 230 BA 600 máx. not. seco tensão 1.031 434 17,8 / 20,4 706 1.080 ver 750 forte 900
Bom Jesus da Lapa 69 BA 238 máx. coinc. térmico 225 194 16,7 / 17,6 225 150 ver 0 — 900
Bom Jesus da Lapa II 500 BA 588 máx. not. seco tensão 1.119 425 15,2 / 19,3 712 — ver 1.800 divergente 3.200
Bom Jesus da Lapa II 230 BA 600 máx. not. seco tensão 1.056 309 18,3 / 21,1 706 1.080 ver 900 compatível 900
Brotas de Macaúbas 230 BA 175 mín. diurna coinc. tensão 500 138 4,3 / 4,4 394 — ver 350 compatível 350
Brumado II 230 BA 544 máx. diurna seco térmico 225 384 3,3 / 3,4 675 972 ver 190 divergente 180
Buritirama 500 BA 356 máx. not. seco tensão 1.031 259 13,8 / 17,5 456 — ver 505 compatível 3.030
Campo Formoso 230 BA 275 máx. not. seco térmico 419 212 3,4 / 3,5 250 — ver 100 divergente 250
Campo Formoso II 500 BA 344 máx. not. seco tensão 994 169 8,7 / 10,5 500 — ver — — —
Correntina 500 BA 544 máx. not. seco tensão 544 0 11,8 / 14,2 300 — ver 820 compatível 3.200
Futura 500 BA 606 mín. not. seco tensão 1.062 169 10,9 / 14,9 531 — ver 2.165 divergente 1.500
Gentio do Ouro II 500 BA 431 máx. not. seco tensão 1.150 316 12,7 / 15,4 562 — ver 800 compatível 1.100
Gentio do Ouro II 230 BA 406 máx. not. seco tensão 1.119 331 18,2 / 20,6 519 — ver 0 — —
Ibicoara 230 BA 731 mín. diurna coinc. térmico 525 347 7,6 / 8,0 762 — ver — — —
Igaporã II 230 BA 662 máx. not. seco tensão 1.088 331 17,7 / 20,1 825 — ver 125 divergente 900
Igaporã II 69 BA 225 máx. not. seco térmico 450 138 — 225 — ver 50 divergente 900
Igaporã III 500 BA 719 máx. not. seco tensão 1.112 531 11,9 / 14,4 800 — ver 200 divergente 3.200
Igaporã III 230 BA 669 máx. not. seco tensão 1.088 478 18,4 / 20,9 825 — ver 2.000 divergente 900
Ipupiara 500 BA 456 máx. not. seco tensão 1.138 225 9,5 / 10,9 594 — ver — — —
Irecê 230 BA 731 máx. diurna seco térmico 694 703 8,8 / 9,6 662 432 ver 350 divergente 350
Itagibá 230 BA 362 máx. coinc. térmico 369 275 5,3 / 5,9 338 — ver 250 compatível —
Jaguarari 230 BA 275 máx. not. seco térmico 288 222 3,9 / 4,1 275 — ver — — —
Juazeiro da Bahia II 230 BA 431 máx. diurna seco térmico 712 169 13,5 / 16,0 419 — ver 800 compatível 250
Juazeiro da Bahia III 230 BA 419 máx. diurna seco térmico 712 169 13,7 / 16,3 406 — ver 750 compatível 250
Morro do Chapéu II 500 BA 850 máx. not. seco tensão 694 716 10,1 / 12,2 738 2.160 ver 1.800 divergente 1.400
Morro do Chapéu II 230 BA 825 máx. not. seco tensão 681 703 16,1 / 18,5 719 648 ver 1.075 compatível 1.400
Morro do Chapéu II 69 BA 256 máx. not. seco térmico 288 256 — 256 144 ver 100 divergente 1.400
Ourolândia II 500 BA 400 máx. not. seco tensão 819 297 10,4 / 12,4 656 — ver 1.500 divergente 1.100
Ourolândia II 230 BA 712 máx. not. seco tensão 812 309 16,0 / 18,0 638 216 ver 700 forte 1.100
Pindaí II 230 BA 1.131 máx. not. seco tensão 1.094 456 10,5 / 11,3 850 — ver 900 compatível 900
Rio Formoso II 230 BA 556 máx. diurna seco tensão 88 188 4,8 / 5,0 588 — ver 50 divergente 50
Rio Grande II 230 BA 444 mín. diurna coinc. térmico 144 0 5,0 / 5,6 625 — ver 120 divergente 50
Rio das Éguas 230 BA 581 máx. diurna seco tensão 138 0 13,4 / 15,2 650 — ver 50 divergente 50
Senhor do Bonfim II 230 BA 406 máx. not. seco térmico 425 262 3,9 / 4,1 406 — ver 0 — 250
Sobradinho 500 BA 588 mín. not. seco tensão 956 219 11,9 / 17,9 525 — ver 1.100 compatível 1.500
Sobradinho 230 BA 562 máx. not. seco térmico 725 166 12,3 / 14,5 525 — ver 0 — 250
Sol do Sertão 500 BA 494 máx. not. seco tensão 1.119 238 9,1 / 10,4 631 — ver 1.890 divergente 1.100
Tabocas do Brejo Velho 230 BA 288 máx. diurna seco térmico 388 0 3,8 / 3,9 225 — ver 300 forte 50
Abaiara 230 CE 625 mín. not. seco tensão 644 625 13,7 / 15,9 725 — ver 0 — 1.650
Acaraú II 230 CE 775 máx. diurna seco tensão 1.300 778 10,4 / 12,0 1.769 — ver 500 compatível 520
Acaraú II 69 CE 181 mín. diurna coinc. térmico 150 81 — 181 — ver 95 compatível 520
Acaraú III 230 CE 775 máx. diurna seco tensão 1.300 778 10,5 / 12,2 1.762 — ver 900 forte 1.150
Alex 230 CE 781 mín. not. seco tensão 525 781 8,4 / 9,6 1.006 — ver 180 divergente 320
Aquiraz II 230 CE 919 máx. diurna seco térmico 1.000 628 12,1 / 14,6 888 — ver 700 compatível 750
Aquiraz II 69 CE 600 mín. diurna coinc. térmico 275 603 12,5 / 13,2 594 — ver 380 compatível 750
Araticum 230 CE 625 mín. not. seco tensão 888 628 11,9 / 13,6 738 — ver — — —
Banabuiú 230 CE 794 mín. not. seco tensão 1.262 794 11,4 / 13,6 2.050 1.008 ver 750 forte 750
Cauípe 230 CE 794 máx. diurna seco tensão 806 794 8,3 / 9,4 1.050 — ver 580 compatível 700
Crato II 230 CE 481 mín. diurna coinc. térmico 200 441 4,1 / 4,3 469 — ver 90 divergente 90
Delmiro Gouveia 230 CE 1.250 mín. diurna coinc. térmico 1.000 1.250 12,4 / 15,0 1.250 — ver 175 divergente 750
Dias Macedo II 230 CE 700 mín. diurna coinc. térmico 406 703 13,0 / 15,8 706 — ver — — —
Fortaleza 230 CE 1.431 mín. diurna coinc. térmico 1.138 1.281 13,9 / 17,3 1.400 — ver — — —
Fortaleza 69 CE 569 mín. diurna coinc. térmico 269 494 19,1 / 20,7 575 — ver — — —
Fortaleza II 500 CE 812 máx. diurna seco tensão 1.588 812 7,5 / 9,6 3.000 — ver 700 forte 750
Fortaleza II 230 CE 825 máx. diurna seco tensão 1.425 825 14,1 / 17,6 2.912 — ver 300 divergente 750
Ibiapina II 230 CE 688 máx. diurna seco tensão 1.281 691 9,0 / 10,2 1.238 216 ver 580 forte 580
Ibiapina II 69 CE 144 máx. not. seco térmico 156 62 — 138 72 ver 40 divergente 580
Icó 230 CE 688 mín. not. seco tensão 744 688 7,8 / 8,5 1.025 324 ver 500 compatível 280
Jaguaruana II 500 CE 800 máx. diurna seco tensão 1.300 800 6,5 / 8,6 1.456 — ver 310 divergente 560
Jaguaruana II 230 CE 788 máx. diurna seco tensão 1.112 791 11,5 / 14,3 1.206 — ver 210 divergente 560
Maracanaú II 230 CE 675 mín. diurna coinc. térmico 400 678 8,5 / 9,6 681 — ver 350 compatível —
Milagres 500 CE 631 mín. not. seco tensão 1.244 209 10,6 / 13,9 569 — ver 450 compatível 3.030
Milagres 230 CE 638 mín. not. seco tensão 1.394 638 17,6 / 21,5 1.350 — ver 0 — 280
Milagres 69 CE 400 mín. diurna coinc. térmico 238 300 10,9 / 11,3 400 72 ver 0 — 1.650
Milagres II 500 CE 631 mín. not. seco tensão 875 209 10,9 / 14,4 569 — ver 1.450 divergente 3.030
Morada Nova 500 CE 781 máx. diurna seco tensão 1.306 781 7,4 / 9,9 2.025 — ver 0 — —
Morada Nova 230 CE 788 máx. diurna seco tensão 1.306 791 14,0 / 17,8 2.044 324 ver 0 — —
Pacatuba 500 CE 812 máx. diurna seco tensão 1.231 812 7,6 / 9,8 3.000 — ver 0 — 750
Pacatuba 230 CE 794 máx. diurna seco tensão 994 794 9,4 / 10,7 1.231 — ver 0 — 750
Pecém II 230 CE 794 máx. diurna seco tensão 1.469 794 10,4 / 12,1 3.088 — ver 1.200 compatível 750
Pici II 230 CE 769 mín. diurna coinc. térmico 456 497 9,1 / 10,4 769 — ver — — —
Quixeré 230 CE 250 máx. diurna seco térmico 325 247 6,6 / 7,3 200 — ver 225 forte 320
Russas II 230 CE 781 máx. diurna seco tensão 1.094 784 10,2 / 12,2 1.050 — ver 470 compatível 560
Sobral II 230 CE 788 máx. diurna seco tensão 1.075 788 10,3 / 11,9 1.406 1.080 ver — — —
Sobral III 230 CE 794 máx. diurna seco tensão 1.356 794 12,2 / 14,5 1.475 1.080 ver 710 forte 260
Tauá II 230 CE 406 mín. not. seco tensão 150 312 1,9 / 1,9 438 — ver 170 divergente 90
Tianguá II 230 CE 725 máx. not. seco tensão 1.144 691 10,5 / 12,2 1.181 432 ver 950 compatível 580
Araçuaí 2 230 MG 556 máx. diurna úmido tensão 88 178 4,2 / 4,9 588 — ver 425 compatível —
Arinos 2 500 MG 1.075 máx. diurna seco tensão 512 0 13,8 / 16,8 744 — ver 2.960 divergente 3.200
Buritizeiro 3 345 MG 769 máx. diurna úmido térmico 1.138 606 14,5 / 17,5 581 — ver 1.070 compatível 3.200
Complexo Várzea da Palma 345 MG 569 máx. diurna úmido térmico 406 338 7,2 / 8,1 919 — ver — — —
Irapé 345 MG 638 máx. not. úmido térmico 175 178 4,3 / 6,0 706 — ver — — —
Irapé 230 MG 750 máx. diurna úmido tensão 150 319 6,2 / 7,9 825 — ver — — —
Janaúba 3 230 MG 1.169 máx. diurna seco tensão 1.331 838 16,5 / 19,4 681 — ver 1.840 compatível 3.200
Janaúba 3 138 MG 156 máx. coinc. térmico 106 50 9,6 / 10,2 144 72 ver 388 divergente 480
Jaíba 500 MG 1.031 máx. not. seco tensão 1.194 553 14,3 / 17,9 744 — ver 1.190 forte 3.200
Jaíba 230 MG 1.031 máx. not. seco tensão 1.175 0 6,6 / 7,2 738 216 ver 2.575 divergente 3.200
Jaíba 138 MG 131 máx. coinc. térmico 150 0 5,5 / 6,2 106 — ver 275 divergente 3.200
Montes Claros 2 345 MG 856 máx. diurna úmido térmico 206 259 6,4 / 7,4 1.269 — ver 0 — —
Pirapora 2 345 MG 888 máx. diurna úmido térmico 1.275 706 17,3 / 21,3 1.012 — ver 0 — —
Pirapora 2 138 MG 575 máx. coinc. térmico 375 225 16,8 / 18,5 556 — ver 675 forte 3.200
Serra das Almas II 500 MG 819 máx. not. seco tensão 1.162 419 — 738 — ver 880 forte 3.200
Três Marias 345 MG 431 máx. diurna úmido térmico 656 322 9,8 / 12,2 1.075 — ver 0 — —
Várzea da Palma 345 MG 662 máx. diurna úmido térmico 375 506 8,3 / 9,5 844 — ver — — —
Várzea da Palma 4 345 MG 688 máx. diurna úmido térmico 425 525 8,2 / 9,3 794 — ver 1.050 compatível 3.200
Coremas 230 PB 612 mín. not. seco tensão 1.044 609 9,5 / 10,7 1.038 — ver 360 compatível 1.650
Santa Luzia II 500 PB 650 mín. not. seco tensão 1.100 72 6,4 / 7,8 606 — ver 400 compatível —
Bom Nome 230 PE 650 máx. not. seco tensão 819 597 11,3 / 12,6 575 — ver 800 forte 800
Bom Nome 138 PE 444 máx. diurna seco térmico 431 275 10,9 / 11,6 419 — ver 350 compatível 800
Bom Nome II 500 PE 350 máx. not. seco tensão 1.125 191 8,1 / 9,7 575 — ver — — —
Bom Nome II 230 PE 650 máx. not. seco tensão 844 212 12,1 / 13,5 575 — ver 0 — —
Floresta II 230 PE 706 mín. not. seco tensão 400 319 4,6 / 4,8 1.012 — ver 300 divergente 800
Tacaratu 230 PE 706 máx. not. seco térmico 475 319 6,2 / 6,6 850 — ver 50 divergente 800
Bom Jesus II 230 PI 331 máx. diurna seco térmico 144 119 2,1 / 2,1 350 — ver 125 divergente 110
Chapada I 230 PI 394 mín. not. seco tensão 625 391 7,8 / 8,3 488 — ver 0 — 160
Chapada II 230 PI 394 mín. not. seco tensão 475 397 7,2 / 7,6 375 — ver 0 — 160
Chapada III 230 PI 394 mín. not. seco tensão 550 397 6,5 / 6,9 506 — ver 0 — 160
Cristiano Castro 500 PI 619 máx. not. seco tensão 850 194 — 500 — ver — — —
Curral Novo do Piauí II 500 PI 506 mín. not. seco tensão 856 184 10,9 / 13,3 462 — ver 1.050 divergente 3.030
Curral Novo do Piauí II 230 PI 438 mín. not. seco tensão 1.212 175 15,9 / 18,2 444 — ver 850 compatível 3.670
Eliseu Martins 230 PI 306 máx. diurna úmido térmico 169 197 2,1 / 2,1 275 869 ver 150 divergente 110
Gilbués II 500 PI 394 máx. not. seco tensão 900 200 12,6 / 15,5 594 — ver 790 divergente 3.030
Gilbués II 230 PI 275 máx. diurna úmido térmico 288 181 5,1 / 5,4 300 — ver 110 divergente 110
Marangatu 230 PI 631 máx. diurna seco tensão 825 625 6,2 / 6,7 1.019 — ver 550 forte 580
Picos 230 PI 412 máx. diurna seco térmico 119 356 3,7 / 3,8 394 216 ver 340 forte 160
Piripiri 230 PI 650 máx. diurna seco tensão 819 653 6,4 / 7,0 1.319 550 ver 450 compatível 450
Queimada Nova II 500 PI 300 máx. not. seco tensão 912 178 10,3 / 12,4 419 — ver 2.100 divergente 3.030
São João do Piauí 500 PI 619 máx. not. seco tensão 825 203 13,3 / 17,2 562 — ver 1.350 divergente 3.030
São João do Piauí 230 PI 569 mín. not. seco tensão 812 572 13,2 / 14,8 688 — ver 550 forte 550
São João do Piauí II 500 PI 625 máx. not. seco tensão 800 216 12,6 / 16,1 588 — ver 370 compatível 3.030
Mossoró II 230 RN 706 máx. not. seco térmico 631 494 9,6 / 11,5 475 — ver 150 divergente 320
Mossoró IV 230 RN 788 mín. not. seco tensão 875 788 8,2 / 9,5 812 — ver 120 divergente 320

Pontos fora do Anexo II com projetos anunciados à venda

Barramento kV UF Injeção anual (MW) Patamar crítico Trava Recarga anual (MW) Firme N-1 (MW) Icc mín / máx (kA) Injeção 2032 (MW) À venda (MW) Folha Oficial NT-02 (MW) Veredito Teto do grupo (MW)
Caetité 230 BA 106 máx. not. seco térmico 181 106 — 106 756 ver — — —
Caetité 69 BA 100 máx. not. seco térmico 225 12 — 94 72 ver — — —
Ibiapina 69 CE 144 máx. not. seco térmico 156 62 — 138 72 ver — — —
Campina Grande II 230 PB 2.031 máx. diurna seco térmico 938 594 — 656 500 ver — — —
Campina Grande III 230 PB 706 mín. not. seco tensão 1.031 709 — 712 500 ver 400 compatível 460
São José do Belmonte 230 PE 312 máx. coinc. térmico 512 316 — 294 547 ver — — —
Açu II 230 RN 506 máx. not. seco térmico 944 194 — 444 497 ver 90 divergente 320
Açu III 230 RN 731 mín. not. seco tensão 1.400 734 — 738 497 ver 0 — —
João Câmara II 230 RN 719 mín. not. seco tensão 1.612 722 — 731 475 ver 185 divergente 480
João Câmara III 230 RN 719 mín. not. seco tensão 1.469 719 — 731 475 ver 0 — —
Porto Velho 69 RO 12 máx. not. úmido térmico 206 16 — 31 43 ver 0 — —
Itararé 230 SP 44 máx. diurna úmido tensão 100 0 — 25 216 ver — — —

A NT-02 saiu (30/09/2026). A coluna "Oficial NT-02" da tabela é a capacidade remanescente publicada pelo ONS/EPE; a leitura completa, com as bandas fixadas antes da publicação e os divergentes caso a caso, está em NT-02: previsto × oficial.

Zebu II/III, Barra II, Correntina, Ipupiara, Futura, Bom Nome II, Buritizeiro 3 e outros pontos de 500 kV listados existem no caso 2029 do planejamento, mas ainda não constam do cadastro operativo do ONS (maio/2026): são obras em implantação. A margem deles depende de a obra chegar — e é o primeiro item a conferir na Nota Técnica.


Cinco coisas que a tabela já diz — antes da NT

  1. Tensão manda em 82 dos 129 pontos. A imagem mental de "cabo cheio" descreve só 47 barramentos. Nos outros, o que trava é a tensão de uma barra vizinha — e isso muda a especificação do projeto (reativo, grid-forming) e a leitura do N-1.
  2. A recarga tem margem própria, e em 44 pontos ela é menor que a de injeção. O edital obriga a contratar montante para as duas operações (art. 9º, § 13 da Portaria 136/2026). Exemplos onde a absorção aperta: Rio Formoso II 230 (556 MW de injeção, 88 de recarga), Rio das Éguas 230 (581 / 138), Araçuaí 2 230 (556 / 88), Picos 230 (412 / 119), Bom Jesus II 230 (331 / 144). No sentido oposto, corredores exportadores carregados aceitam mais absorção que injeção (Barra II 500: 344 / 1.075).
  3. Dez pontos têm margem firme zero — e seis caem pelo mesmo circuito. Barreiras 230 e 69 kV, Barreiras II 230, Rio das Éguas 230, Rio Grande II 230 e Tabocas do Brejo Velho 230 perdem toda a margem com a perda de uma única linha de 138 kV: o oeste da Bahia inteiro depende dela. Correntina 500 e Arinos 2 500 zeram pela mesma perda entre si; Jaíba 230 e 138 também. Na mediana dos 129, a firme é 28% menor que a margem N; em 45 pontos ela cai pela metade ou mais, em 39 quase não cai. E a geografia importa: no Ceará a queda média é de 10% (nenhum zerado); na Bahia, 48% (sete zerados); em Minas, 54% (três). Duas linhas de 500 kV são a contingência crítica de 12 barramentos cada — é o acoplamento que a NT-02 vai publicar como restrição de subárea. Somando: 77,7 GW de margem N viram 52,7 GW firmes. No extremo oposto, Fortaleza II 500 kV é robusto a contingência (812 MW firmes = margem N) e Quixeré 230 mantém 247 de 250 MW.
  4. Três barramentos bonificados têm nível de curto mínimo abaixo de 3 kA — Tauá II 230 (1,9 kA), Bom Jesus II 230 (2,1) e Eliseu Martins 230 (2,1). Rede fraca por definição: a NT-095 da EPE exige estabilidade comprovada por ensaio C-HIL nos níveis de curto máximo e mínimo. Em Eliseu Martins, ainda por cima, há 869 MW anunciados para 306 MW de margem.
  5. O caso 2032 abre 68 pontos e aperta 36 (variação acima de 5%; 25 ficam estáveis — os 129 têm o dado desde 22/09). Reforço planejado não é neutro: quem compra margem para 2029 precisa saber se ela cresce ou encolhe quando o vizinho conecta.

O agregado — 77,5 GW de soma das margens individuais de injeção — é um teto teórico generoso, porque barramentos vizinhos dividem o mesmo circuito limitante. As restrições acopladas da NT vão publicá-lo bem menor. A conta que vale é a da sua linha.


O que fazer com o número do seu barramento

  • A firme, aberta: qual circuito define a firme de cada ponto e quantas horas por ano ele fica fora estão em margem firme e probabilidade de contingência; as obras de que a margem de 2029 depende, em obras planejadas por barramento.
  • Margem N confortável, firme baixa: a coluna Firme N-1 existe para todos — e em 45 pontos ela é menos da metade da margem N. Margem N não é bancabilidade; o financiador pergunta pela firme.
  • Mais MW à venda do que firme — treze pontos: Barreiras 230, Barreiras II 230 e Jaíba 230 têm firme zero com 500, 500 e 216 MW anunciados; Eliseu Martins tem 869 MW à venda para 197 firmes (4,4×), Bom Jesus da Lapa II 1.080 para 309 (3,5×), Morro do Chapéu II 500 2.160 para 716 (3×). Precifique o risco no lance: o ponto de conexão está congelado desde o cadastramento, e o que ainda se decide é seguir com o pacote de habilitação e a garantia de participação ou parar por aqui neste ciclo — a lista de habilitados sai em 17/11. Trocar de ponto é opção para quem compra projeto, para carga nova e para o ciclo seguinte.
  • Ponto que ainda não existe no cadastro do ONS: a margem depende da obra. Confira a data prevista no cadastro oficial e trate o atraso como risco de projeto.
  • Trava por tensão: discuta com o fabricante do PCS antes do lance — o requisito de grid-forming e o suporte de reativo entram no CAPEX.

A parte financeira (lance de equilíbrio, TUST, GPA) está na calculadora de viabilidade BESS; o cruzamento com os projetos à venda, na análise da sobredemanda por barramento; o calendário até o martelo, na página do resultado do leilão; e o caminho para quem não vence, na Temporada de Acesso. O corte de geração que o ONS já registrou nos conjuntos conectados em cada um destes pontos (2024 a ago/2026) está no ranking de curtailment por subestação — margem apertada e corte alto costumam andar juntos.


Perguntas frequentes

Esses números são a capacidade remanescente oficial? Não. São estimativa própria por fluxo de potência sobre os casos públicos do PDE 2035 (caso 2029), com motor validado contra a solução oficial dos casos da EPE. A capacidade remanescente oficial é a da Nota Técnica de Quantitativos (ONS/EPE, até 30/09/2026). Publicaremos o comparativo previsto × oficial, barra a barra, com critérios de aceite definidos antes da publicação da NT.

Por que a margem de recarga é diferente da de injeção? Porque a rede reage de forma diferente a injetar e a absorver potência no mesmo ponto: o elemento que trava e o patamar crítico mudam. O contrato exige recarregar em até 6 horas e o MUST cobre as duas operações — por isso as duas margens aparecem na tabela.

O que significa "trava por tensão"? Que a primeira violação ao aumentar a potência no ponto é de tensão numa barra da vizinhança (acima do teto ou abaixo do piso), e não o carregamento de um circuito. É o caso de 82 dos 129 barramentos bonificados — e muda a solução técnica (reativo, grid-forming) em relação a um limite térmico.

O que é margem firme e por que alguns pontos têm zero? É a margem que sobrevive à perda do pior elemento da vizinhança (critério N-1, que a metodologia oficial do certame adota como regra na Rede Básica). Pode ser zero mesmo com margem normal confortável: basta uma contingência crítica levar o ponto ao limite. Dez barramentos bonificados estão nessa condição — seis deles pela perda da mesma linha de 138 kV no oeste da Bahia.

Como a tabela vai ser comparada com a NT-02? Barramento a barramento, pela razão entre a nossa margem e a oficial, com bandas de aceite fixadas antes da publicação (0,8–1,25 para o caso base; 0,5–2,0 quando a NT publicar restrição acoplada). Casos fora da banda serão investigados e publicados com a causa.

Por que barramentos de 500 kV aparecem sem nível de curto ou sem dado 2032? Porque não existem no caso de curto-circuito ou no caso 2032 do planejamento — subestações ainda em implantação. O "—" significa "sem dado", nunca "zero".


Previsão publicada em 02/09/2026 sobre os casos de referência do PDE 2035 (EPE). Estimativas de engenharia com método declarado; não substituem a Nota Técnica de Quantitativos nem parecer de acesso do ONS. Mercado: listagem pública de um marketplace de projetos do setor (agosto/2026).