Onde conectar um data center no Brasil: 141 subestações classificadas pela margem de carga

Resposta direta: a pergunta de quem vai instalar um data center, uma planta de hidrogênio ou uma indústria eletrointensiva é uma só: quanto consumo novo cabe neste ponto da rede? A tabela abaixo responde para 141 subestações (as 129 bonificadas do LRCAP e 12 pontos do mercado), com a margem de carga estimada no pior dos 8 patamares do ano: mediana de 800 MW, 92 pontos com 500 MW ou mais e 49 com mais de 1 GW. O elemento que trava a absorção é tensão em 80 pontos e carregamento em 61, e em 95 dos 141 a rede aceita mais consumo do que geração — os corredores exportadores do Nordeste querem carga. Os maiores: João Câmara II 230 kV (RN), Fortaleza II 500 kV (CE, com 2.400 MVA de transformação), Pecém II 230 kV (CE, 3.600 MVA), João Câmara III 230 kV (RN, 4.500 MVA). Estimativa própria, método declarado; a capacidade oficial é a do processo de acesso do ONS.

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Por que a margem de "recarga" é a margem de carga

O motor de fluxo que calcula quantos MW um sistema de baterias pode injetar num barramento calcula também quantos MW ele pode absorver ao recarregar — nos dois sentidos, nos 8 patamares do caso 2029 do PDE 2035, com o mesmo critério de violação (tensão fora da faixa ou circuito acima do limite). A absorção de um BESS e o consumo de um data center são, para a rede, a mesma coisa: potência retirada do barramento. Logo a margem de absorção é a capacidade de receber carga nova daquele ponto, sem obra.

A diferença para o BESS é o tempo: bateria recarrega em horas escolhidas pelo operador; data center consome 24 horas por dia, nos 8 patamares. Por isso a tabela usa o pior dos 8 — o número que vale para carga contínua.

Os pontos estão no mapa dos barramentos, agora com a camada "Ver como carga": a cor passa a ser a faixa de margem de consumo e o detalhe abre com "cabe até X MW de consumo novo", o elemento que trava e a transformação instalada na subestação (cadastro do ONS).

Há um segundo motivo para a rede querer carga nestes corredores: a geração que sobra é cortada. O ranking de curtailment por subestação mostra quanto o ONS deixou de escoar de eólica e solar em cada um dos mesmos 141 pontos — consumo novo ao lado desse corte é energia que hoje se perde.


Como ler a tabela

  • Margem de carga N: consumo novo que cabe no barramento sem criar violação, no pior dos 8 patamares (estimativa por fluxo de potência; regime N, sem contingência — a margem firme para carga é objeto da triagem contratada).
  • Patamar crítico / Trava: quando e por que a absorção trava. Tensão = uma barra da vizinhança sai da faixa (subtensão, tipicamente); térmico = um circuito ou transformador chega ao limite. A solução muda: suporte de reativo num caso, reforço ou transformador no outro.
  • Transmissora e transformação: do cadastro de operação do ONS (maio/2026): quem é o agente da subestação e a soma dos transformadores ativos, em todos os níveis. Data center conecta no secundário; a transformação disponível é a segunda pergunta depois da margem.
  • Icc mín: nível de curto-circuito trifásico no caso mínimo (base ANAFAS da EPE) — rede fraca abaixo de 3 kA exige cuidado com qualidade de energia e com a especificação dos retificadores.
  • Carga 2032: a mesma margem no caso 2032 — se os reforços planejados abrem ou apertam o ponto.
  • Injeção N: a margem no sentido oposto, para comparação. Pontos onde carga ≫ injeção são corredores exportadores: a rede quer consumo ali.
  • * marca ponto fora do Anexo II do LRCAP — irrelevante para carga.

A tabela

As 141 barras avaliadas (129 bonificadas do LRCAP + 12 do mercado), por margem de carga

# Subestação kV UF Transmissora Margem de carga N (MW) Patamar crítico Trava Transformação na SE (MVA) Icc mín (kA) Carga 2032 (MW) Injeção N (MW)
1 João Câmara II * 230 RN AXIA NORDESTE 1.612 mín. not. úmido térmico 540 — — 719
2 Fortaleza II 500 CE AXIA NORDESTE 1.588 mín. not. úmido tensão 2.400 7,5 1.331 812
3 Pecém II 230 CE AXIA NORDESTE 1.469 mín. not. úmido tensão 3.600 10,4 1.431 794
4 João Câmara III * 230 RN AXIA NORDESTE 1.469 mín. not. úmido tensão 4.500 — — 719
5 Fortaleza II 230 CE AXIA NORDESTE 1.425 máx. not. úmido térmico 2.400 14,1 1.169 825
6 Açu III * 230 RN ARGO VI 1.400 mín. not. úmido tensão 1.800 — — 731
7 Milagres 230 CE AXIA NORDESTE 1.394 mín. not. úmido tensão 2.200 17,6 1.312 638
8 Sobral III 230 CE AXIA NORDESTE 1.356 mín. not. úmido tensão 1.450 12,2 1.300 794
9 Janaúba 3 230 MG MANTIQUEIRA TRANSMIS 1.331 máx. diurna seco tensão 1.425 16,5 1.444 1.169
10 Morada Nova 500 CE — 1.306 mín. not. úmido tensão — 7,4 1.994 781
11 Morada Nova 230 CE — 1.306 mín. not. úmido tensão — 14,0 1.906 788
12 Jaguaruana II 500 CE DUNAS 1.300 mín. not. úmido tensão 1.500 6,5 1.488 800
13 Acaraú II 230 CE AXIA NORDESTE 1.300 mín. not. úmido tensão 200 10,4 1.112 775
14 Acaraú III 230 CE ARGO 1.300 mín. not. úmido tensão 1.500 10,5 1.112 775
15 Ibiapina II 230 CE AXIA NORDESTE 1.281 mín. not. úmido tensão 200 9,0 1.306 688
16 Pirapora 2 345 MG SPTE 1.275 mín. diurna coinc. tensão 2.700 17,3 1.325 888
17 Banabuiú 230 CE AXIA NORDESTE 1.262 mín. not. úmido tensão 283 11,4 1.481 794
18 Milagres 500 CE AXIA NORDESTE 1.244 mín. not. seco tensão 2.200 10,6 1.275 631
19 Pacatuba 500 CE DUNAS 1.231 mín. not. úmido tensão 1.600 7,6 1.350 812
20 Curral Novo do Piauí II 230 PI EDP NORDESTE 1.212 máx. not. seco tensão 2.400 15,9 862 438
21 Jaíba 500 MG SOLARIS 1.194 máx. diurna seco tensão 950 14,3 2.312 1.031
22 Jaíba 230 MG SOLARIS 1.175 máx. diurna seco tensão 950 6,6 2.275 1.031
23 Serra das Almas II 500 MG ALTO SERTAO TRANS 1.162 máx. diurna seco tensão — — — 819
24 Gentio do Ouro II 500 BA ARGO VII 1.150 mín. not. seco tensão 2.700 12,7 2.381 431
25 Tianguá II 230 CE ARGO 1.144 mín. not. úmido tensão 1.200 10,5 1.294 725
26 Ipupiara 500 BA — 1.138 máx. diurna seco tensão — 9,5 2.362 456
27 Fortaleza 230 CE AXIA NORDESTE 1.138 mín. not. úmido térmico 500 13,9 1.094 1.431
28 Buritizeiro 3 345 MG — 1.138 mín. not. úmido tensão — 14,5 638 769
29 Bom Nome II 500 PE — 1.125 mín. not. úmido tensão — 8,1 1.325 350
30 Sol do Sertão 500 BA ETB 1.119 máx. diurna seco tensão — 9,1 2.375 494
31 Bom Jesus da Lapa II 500 BA TAESA 1.119 máx. diurna seco tensão 900 15,2 2.306 588
32 Gentio do Ouro II 230 BA ARGO VII 1.119 mín. not. seco tensão 2.700 18,2 2.344 406
33 Igaporã III 500 BA AXIA NORDESTE 1.112 máx. diurna seco tensão 3.000 11,9 2.238 719
34 Jaguaruana II 230 CE DUNAS 1.112 mín. not. úmido tensão 1.500 11,5 1.200 788
35 Santa Luzia II 500 PB SANTA LUZIA 1.100 mín. not. seco tensão 650 6,4 1.344 650
36 Pindaí II 230 BA AXIA NORDESTE 1.094 máx. diurna seco tensão 300 10,5 1.919 1.131
37 Russas II 230 CE AXIA NORDESTE 1.094 máx. not. seco térmico 300 10,2 862 781
38 Igaporã II 230 BA AXIA NORDESTE 1.088 máx. diurna seco tensão 450 17,7 1.519 662
39 Igaporã III 230 BA AXIA NORDESTE 1.088 máx. diurna seco tensão 3.000 18,4 2.231 669
40 Barra II 500 BA — 1.075 mín. not. úmido tensão — 9,7 1.850 344
41 Sobral II 230 CE AXIA NORDESTE 1.075 máx. not. úmido térmico 400 10,3 1.050 788
42 Futura 500 BA ENEVA 1.062 mín. not. seco tensão — 10,9 1.206 606
43 Bom Jesus da Lapa II 230 BA TAESA 1.056 mín. not. úmido tensão 900 18,3 1.119 600
44 Coremas 230 PB AXIA NORDESTE 1.044 máx. not. úmido térmico 400 9,5 1.031 612
45 Buritirama 500 BA BURITIRAMA TRANS 1.031 mín. not. úmido tensão — 13,8 1.894 356
46 Bom Jesus da Lapa 230 BA AXIA NORDESTE 1.031 mín. not. úmido tensão 229 17,8 1.125 600
47 Campina Grande III * 230 PB AXIA NORDESTE 1.031 mín. not. seco tensão 1.200 — — 706
48 Aquiraz II 230 CE AXIA NORDESTE 1.000 máx. not. úmido térmico 630 12,1 988 919
49 Delmiro Gouveia 230 CE AXIA NORDESTE 1.000 máx. coinc. térmico 400 12,4 981 1.250
50 Campo Formoso II 500 BA — 994 mín. not. úmido tensão — 8,7 1.406 344
51 Pacatuba 230 CE DUNAS 994 máx. not. seco térmico 1.600 9,4 969 794
52 Sobradinho 500 BA AXIA NORDESTE 956 mín. not. úmido tensão 900 11,9 1.150 588
53 Açu II * 230 RN AXIA NORDESTE 944 mín. not. úmido térmico 439 — — 506
54 Campina Grande II * 230 PB AXIA NORDESTE 938 mín. not. seco tensão 510 — — 2.031
55 Queimada Nova II 500 PI SERTANEJA 912 mín. not. úmido tensão — 10,3 1.119 300
56 Gilbués II 500 PI SPEDRO 900 mín. not. úmido tensão 350 12,6 1.694 394
57 Araticum 230 CE — 888 máx. not. seco térmico — 11,9 888 625
58 Milagres II 500 CE ARGO VIII 875 mín. not. úmido tensão — 10,9 1.275 631
59 Mossoró IV 230 RN AXIA NORDESTE 875 máx. diurna seco térmico — 8,2 788 788
60 Curral Novo do Piauí II 500 PI EDP NORDESTE 856 mín. not. úmido tensão 2.400 10,9 906 506
61 Cristiano Castro 500 PI — 850 mín. not. úmido tensão — — — 619
62 Bom Nome II 230 PE — 844 mín. not. úmido tensão — 12,1 1.338 650
63 São João do Piauí 500 PI AXIA NORDESTE 825 mín. not. úmido tensão 1.150 13,3 1.288 619
64 Marangatu 230 PI SITE 825 máx. not. seco térmico — 6,2 775 631
65 Ourolândia II 500 BA ARGO VII 819 mín. not. seco tensão 2.700 10,4 2.100 400
66 Bom Nome 230 PE AXIA NORDESTE 819 mín. not. úmido tensão 600 11,3 1.206 650
67 Piripiri 230 PI AXIA NORDESTE 819 máx. not. úmido tensão 315 6,4 844 650
68 Ourolândia II 230 BA ARGO VII 812 mín. not. seco tensão 2.700 16,0 2.062 712
69 São João do Piauí 230 PI AXIA NORDESTE 812 mín. not. úmido tensão 1.150 13,2 906 569
70 Cauípe 230 CE AXIA NORDESTE 806 máx. not. seco térmico 300 8,3 731 794
71 São João do Piauí II 500 PI — 800 mín. not. úmido tensão — 12,6 1.875 625
72 Icó 230 CE AXIA NORDESTE 744 mín. not. úmido térmico 300 7,8 612 688
73 Sobradinho 230 BA AXIA NORDESTE 725 mín. not. úmido térmico 900 12,3 719 562
74 Juazeiro da Bahia II 230 BA AXIA NORDESTE 712 mín. not. úmido térmico 400 13,5 675 431
75 Juazeiro da Bahia III 230 BA ARGO V 712 mín. not. úmido térmico 800 13,7 669 419
76 Zebu III 500 AL — 700 mín. not. úmido tensão — 5,8 1.106 694
77 Morro do Chapéu II 500 BA AXIA NORDESTE 694 mín. not. seco tensão 3.030 10,1 2.294 850
78 Irecê 230 BA AXIA NORDESTE 694 mín. not. seco tensão 323 8,8 1.200 731
79 Morro do Chapéu II 230 BA AXIA NORDESTE 681 mín. not. seco tensão 3.030 16,1 3.019 825
80 Três Marias 345 MG CEMIG GT 656 mín. not. úmido tensão 1.178 9,8 794 431
81 Abaiara 230 CE AXIA NORDESTE 644 máx. not. seco térmico — 13,7 644 625
82 Mossoró II 230 RN AXIA NORDESTE 631 máx. not. seco térmico 400 9,6 356 706
83 Chapada I 230 PI SIMOES 625 mín. not. úmido térmico 400 7,8 612 394
84 Zebu III 230 AL — 562 mín. not. úmido tensão — 9,5 931 688
85 Chapada III 230 PI SIMOES 550 mín. not. úmido térmico — 6,5 550 394
86 Zebu II 230 AL — 544 mín. not. úmido tensão — 8,8 894 706
87 Correntina 500 BA — 544 mín. diurna coinc. térmico — 11,8 1.606 544
88 Ibicoara 230 BA TAESA 525 máx. not. úmido térmico 710 7,6 500 731
89 Alex 230 CE AXIA NORDESTE 525 máx. not. seco térmico — 8,4 362 781
90 Arinos 2 500 MG ARGO IX 512 mín. diurna coinc. térmico — 13,8 1.712 1.075
91 São José do Belmonte * 230 PE — 512 máx. not. seco térmico — — — 312
92 Brotas de Macaúbas 230 BA AXIA NORDESTE 500 máx. not. seco térmico 90 4,3 575 175
93 Tacaratu 230 PE AXIA NORDESTE 475 mín. not. úmido tensão — 6,2 775 706
94 Chapada II 230 PI SIMOES 475 mín. not. úmido térmico — 7,2 462 394
95 Pici II 230 CE AXIA NORDESTE 456 máx. diurna seco térmico 500 9,1 425 769
96 Igaporã II 69 BA AXIA NORDESTE 450 mín. not. úmido térmico 450 — — 225
97 Bom Nome 138 PE AXIA NORDESTE 431 máx. not. seco térmico 600 10,9 431 444
98 Senhor do Bonfim II 230 BA AXIA NORDESTE 425 máx. coinc. tensão 500 3,9 431 406
99 Várzea da Palma 4 345 MG CEMIG GT 425 mín. not. úmido tensão — 8,2 856 688
100 Campo Formoso 230 BA AXIA NORDESTE 419 mín. not. úmido térmico — 3,4 419 275
101 Dias Macedo II 230 CE — 406 máx. diurna seco térmico — 13,0 381 700
102 Complexo Várzea da Palma 345 MG — 406 mín. not. úmido tensão — 7,2 950 569
103 Barreiras 230 BA AXIA NORDESTE 400 máx. not. seco térmico 500 10,4 369 500
104 Maracanaú II 230 CE CPFL MARACANAÚ 400 máx. not. seco térmico 450 8,5 350 675
105 Floresta II 230 PE AXIA NORDESTE 400 mín. not. úmido tensão — 4,6 644 706
106 Barreiras II 230 BA PTE 394 máx. not. seco térmico 600 12,6 362 519
107 Tabocas do Brejo Velho 230 BA AXIA NORDESTE 388 máx. not. úmido térmico — 3,8 394 288
108 Várzea da Palma 345 MG CEMIG GT 375 mín. not. úmido tensão 450 8,3 850 662
109 Pirapora 2 138 MG SPTE 375 máx. not. seco térmico 2.700 16,8 325 575
110 Itagibá 230 BA AFLUENTE 369 mín. not. seco térmico — 5,3 375 362
111 Quixeré 230 CE AXIA NORDESTE 325 máx. not. seco térmico — 6,6 250 250
112 Jaguarari 230 BA AXIA NORDESTE 288 máx. diurna úmido térmico — 3,9 281 275
113 Morro do Chapéu II 69 BA AXIA NORDESTE 288 mín. not. úmido térmico 3.030 — — 256
114 Gilbués II 230 PI SPEDRO 288 máx. not. seco térmico 350 5,1 250 275
115 Aquiraz II 69 CE AXIA NORDESTE 275 máx. not. seco térmico 630 12,5 244 600
116 Fortaleza 69 CE AXIA NORDESTE 269 máx. coinc. térmico 500 19,1 244 569
117 Milagres 69 CE AXIA NORDESTE 238 máx. not. úmido térmico 2.200 10,9 212 400
118 Brumado II 230 BA AFLUENTE 225 máx. not. úmido tensão 400 3,3 375 544
119 Bom Jesus da Lapa 69 BA AXIA NORDESTE 225 máx. not. úmido térmico 229 16,7 219 238
120 Caetité * 69 BA — 225 máx. coinc. tensão — — — 100
121 Montes Claros 2 345 MG CEMIG GT 206 mín. not. úmido tensão 675 6,4 275 856
122 Porto Velho * 69 RO AXIA NORTE 206 máx. diurna seco térmico 400 — — 12
123 Crato II 230 CE DOM PEDRO II 200 máx. not. seco tensão 300 4,1 162 481
124 Caetité * 230 BA — 181 mín. not. úmido térmico — — — 106
125 Irapé 345 MG TRANSLESTE 175 mín. not. úmido tensão 450 4,3 194 638
126 Eliseu Martins 230 PI AXIA NORDESTE 169 máx. not. seco térmico 100 2,1 200 306
127 Ibiapina II 69 CE AXIA NORDESTE 156 máx. diurna úmido térmico 200 — — 144
128 Ibiapina * 69 CE AXIA NORDESTE 156 máx. diurna úmido térmico 200 — — 144
129 Tauá II 230 CE AXIA NORDESTE 150 máx. not. úmido tensão 200 1,9 131 406
130 Acaraú II 69 CE AXIA NORDESTE 150 máx. diurna úmido térmico 200 — — 181
131 Irapé 230 MG TRANSLESTE 150 mín. not. úmido tensão 450 6,2 162 750
132 Jaíba 138 MG SOLARIS 150 máx. not. úmido térmico 950 5,5 138 131
133 Rio Grande II 230 BA SPEDRO 144 mín. diurna coinc. térmico 299 5,0 262 444
134 Bom Jesus II 230 PI SPEDRO 144 máx. not. úmido tensão 100 2,1 144 331
135 Rio das Éguas 230 BA TAESA 138 mín. diurna coinc. térmico 600 13,4 206 581
136 Barreiras 69 BA AXIA NORDESTE 119 máx. not. úmido térmico 500 9,5 119 194
137 Picos 230 PI AXIA NORDESTE 119 máx. not. seco térmico 239 3,7 88 412
138 Janaúba 3 138 MG MANTIQUEIRA TRANSMIS 106 máx. not. seco térmico 1.425 9,6 100 156
139 Itararé * 230 SP ISA ENERGIA BRASIL 100 máx. coinc. tensão 300 — — 44
140 Rio Formoso II 230 BA RIO FORMOSO 88 mín. diurna coinc. térmico 400 4,8 181 556
141 Araçuaí 2 230 MG TRANSIRAPÉ 88 mín. not. úmido tensão 450 4,2 69 556

* ponto fora do Anexo II (sem bonificação no leilão; para carga isso é irrelevante). Transformação = soma dos transformadores ativos da subestação no cadastro do ONS (mai/2026), todos os níveis; "—" = subestação ainda não consta do cadastro operativo (obra).

Subestações que ainda não constam do cadastro operativo do ONS (transformação "—") são obras em implantação no caso 2029: a margem existe no planejamento, não no pátio. Para data center isso é prazo, não impedimento.


O caminho regulatório: Temporada de Acesso

Carga nova de grande porte na Rede Básica entra pelo Planejamento Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (PNAST), em Temporadas de Acesso: cadastro, lista de admitidos, nota de capacidade remanescente e, quando há mais pedidos que capacidade num ponto, processo competitivo com prêmio em R$/kW. A 1ª Temporada de 2026 teve 404 cadastros e 20,31 GW admitidos (14,56 GW de geração e 5,74 GW de consumo); o processo competitivo corre de 28/09 a 08/10/2026. A partir de 2027 são pelo menos duas temporadas por ano, anunciadas com 90 dias de antecedência. Data centers já somam dezenas de pedidos e mais de 7 GW na fila.

O que muda para quem chega preparado: saber antes do cadastro em quais pontos a margem é folgada evita disputar (e pagar prêmio) num barramento apertado tendo alternativa a 50 km com o dobro de margem. É exatamente isso que a tabela permite fazer. O passo a passo do acesso (parecer, CUST, garantia, obras) está na página de conexão de data center à rede elétrica.


O que a triagem A0-Carga entrega

Para até três sítios candidatos, em 48 h: margem de carga N nos 8 patamares (com o patamar e o elemento que travam), margem sob a pior contingência local (N-1), transformação e transmissora do cadastro do ONS, nível de curto máximo e mínimo, evolução no caso 2032, e a leitura regulatória (Temporada de Acesso, MUST, garantia de acesso). Estimativa de engenharia com método declarado — feita para decidir ONDE protocolar, antes do parecer de acesso do ONS. A parte financeira do uso da rede (MUST × TUST, garantia) está na calculadora e a página da Temporada de Acesso traz o calendário.


Perguntas frequentes

A margem de carga da tabela é oficial? Não. É estimativa por fluxo de potência sobre os casos públicos do planejamento (PDE 2035), com motor validado contra a solução oficial dos casos. A capacidade oficial para carga sai da nota de capacidade remanescente de cada Temporada de Acesso e do parecer de acesso do ONS.

Por que a margem de carga é maior que a de geração em tantos pontos? Porque os corredores do Nordeste são exportadores: cheios de geração eólica e solar. Consumo novo alivia o corredor; geração nova o sobrecarrega. Em 95 dos 141 pontos a rede aceita mais consumo do que injeção.

Data center pode conectar em 69 kV ou 138 kV? Pode, e a tabela traz esses níveis onde existem. A margem cai com a tensão; os pontos com dezenas de MW em 69 kV servem a data centers de porte médio. Acima de ~100 MW, 230 kV ou 500 kV.

O que é "trava por tensão"? Que a primeira violação ao aumentar o consumo é a tensão de uma barra da vizinhança abaixo do piso — típico de rede longa e carregada. Compensação reativa resolve parte; reforço de circuito resolve o resto. É diferente do limite térmico, que só o reforço ou um transformador a mais resolve.

Quanto tempo leva a conexão? Da temporada de acesso ao parecer e às obras de conexão, tipicamente 18 a 36 meses, dependendo de haver vão disponível e de a subestação existir. Por isso a tabela distingue o que está no pátio do que está no plano.


Estimativas publicadas em 02/09/2026 sobre os casos de referência do PDE 2035 (EPE) e o cadastro de operação do ONS (dados abertos, maio/2026). Método declarado; não substitui a nota de capacidade remanescente das Temporadas de Acesso nem o parecer de acesso do ONS.