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Resposta direta: Coordenograma é o gráfico tempo × corrente (log-log) que sobrepõe as curvas dos dispositivos de proteção em série às curvas-limite do que eles protegem (dano de transformador e cabos) e aos pontos operacionais. Nele se verifica a seletividade e dele sai o tempo de eliminação do estudo de energia incidente.
Para sustentar um estudo de coordenação e seletividade, ele reúne: as curvas tempo-corrente reais dos dispositivos em série — relé de sobrecorrente (funções 50/51) com sua curva IEC 60255-151 / IEEE C37.112 e ajustes reais, disjuntores em caixa moldada com suas curvas de disparo, minidisjuntores nas curvas B/C/D com banda de tolerância, fusíveis com as bandas de fusão e interrupção de catálogo; as curvas-limite do que se protege — suportabilidade do transformador (IEEE C57.109, com o ponto ANSI) e dano dos cabos (k²S²); e os pontos de referência — inrush do transformador e de bancos de capacitores, corrente de carga, curva de partida do motor e o nível de curto franco (Ibf) em cada barra.
No coordenograma se lê, em cada nível de falta, quem atua primeiro e com que margem — a seletividade — e onde as curvas se cruzam indevidamente. E ele é o elo do meio da cadeia exigida pelas normas: o curto-circuito define as correntes; o coordenograma define em quanto tempo cada falta é eliminada; o tempo define a energia incidente, que define a etiqueta e o ATPV da vestimenta. O tempo de arco é lido na curva do dispositivo na corrente de arco calculada, e uma mudança de TMS, pickup ou instantâneo muda a Ei.
Por isso a NBR 17227:2025 exige registrar os ajustes no estudo (§11.2.5) e revisar a energia incidente quando eles mudam (§11.3): mexeu no coordenograma, o estudo de Ei precisa refletir. O modo de manutenção (ERMS, prática do NEC 240.87) é a versão desse acoplamento a favor da pessoa — curva normal × curva de manutenção, e o efeito direto na Ei.
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