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Resposta direta: Queda de tensão na partida (afundamento) é a redução temporária da tensão na barra e no terminal do motor causada pela corrente de rotor bloqueado na impedância de fonte, transformador e cabo. Calcula-se por divisor fasorial; limites usuais: 15 % (barra), 20 % (terminal) e 85 % (contatores).
No instante da partida o motor é uma impedância quase constante, Z_motor = V/(√3·Ip) com o fator de potência de rotor bloqueado, em série com a rede a montante (pela potência de curto-circuito), o transformador (pela impedância percentual) e o cabo. A tensão que sobra no terminal é o divisor:
V_term = |Z_motor| / |Z_fonte + Z_cabo + Z_motor| [pu] ΔV = 100·(1 − V_term) [%]
O mesmo divisor dá a tensão na barra (antes do cabo), que é a que as demais cargas enxergam. No caso real da plataforma — motobomba de 1 050 kW em 4 kV, transformador de 6,25 MVA com Z = 8 %, cabo 2×95 mm² por fase e 400 m — a partida direta afunda 10,5 % na barra e 11,4 % no terminal, com corrente real de 967 A; estrela-triângulo, compensadora, soft-starter e inversor reduzem o afundamento (3,8 % · 4,7–7,0 % · 5,5 % · 1,2 %), ao custo de conjugado.
Três critérios convivem e governa o mais restritivo: o de projeto da planta (usualmente ≤ 15 % na barra), o de conjugado (prática IEEE: até ~20 % no terminal a partida ainda é garantida, porque T ∝ V²) e o dos contatores (IEC 60947-4-1: bobinas de comando operam na faixa de 85–110 % da tensão — 85 % é o piso prático). Um afundamento excessivo desliga contatores, perturba cargas sensíveis e pode travar a máquina, porque o conjugado disponível é multiplicado por (V_term)².
A queda de tensão é o primeiro dos três cheques do estudo de partida — ao lado do conjugado acelerante e do térmico de rotor bloqueado — e o que exige atenção à base: num sistema de 4,16 kV com motor de 4,0 kV, 11,4 % na base do sistema é outro número na base do motor.
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