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Resposta direta: Corrente de pico (ip) é o maior valor instantâneo da corrente de curto-circuito, atingido no primeiro semiciclo por causa da componente contínua. Pela IEC 60909, ip = κ·√2·Ik″, com κ = 1,02 + 0,98·e^(−3R/X); κ vai de 1,02 (circuito resistivo) a 2,0 (puramente indutivo). Define o esforço dinâmico dos equipamentos.
Quando a falta ocorre, a corrente não parte do zero simétrico: dependendo do instante da onda de tensão, surge uma componente contínua (offset CC) que se soma à componente alternada e decai com a constante de tempo L/R do circuito. O pico da corrente total no primeiro semiciclo é a corrente de pico ip. A IEC 60909 a obtém da corrente simétrica inicial por um fator κ que depende só da relação X/R da malha percorrida pela falta:
ip = κ · √2 · Ik″ κ = 1,02 + 0,98 · e^(−3·R/X)
Num circuito quase resistivo κ → 1,02 (sem offset apreciável); num circuito muito indutivo κ → 2,0 (pico quase dobrado). Para cada tipo de falta a malha é diferente: na fase-terra, por exemplo, a malha é 2·Z(1) + Z(0), e o κ sai dela — no caso de referência do motor da plataforma o pico da fase-terra supera o da trifásica.
A ip é o esforço eletrodinâmico: as forças entre condutores crescem com o quadrado da corrente instantânea, e é contra a ip que se verificam a suportabilidade dinâmica de barramentos, suportes e isoladores e a capacidade de estabelecimento (fechamento sob falta) de disjuntores — grandeza de catálogo chamada de corrente dinâmica (Idyn) em TCs e de Icm em disjuntores. Um reator limitador, por ser quase puramente reativo, derruba a Ik″ mas eleva o κ — o pico não cai na mesma proporção, e isso passaria despercebido sem o cálculo.
No estudo de arco elétrico a ip não entra no modelo IEEE 1584 (que usa a corrente simétrica), mas o mesmo X/R que a define governa a saturação de TCs na falta assimétrica e, por aí, o tempo de atuação do relé.
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