Duas propostas de estudo de energia incidente com o mesmo preço podem entregar coisas muito diferentes. Antes de comparar valores, confira se cada uma diz quais pontos entram, de onde vêm os dados, como o tempo de eliminação é obtido, o que é entregue e quem assina. A lista abaixo usa como referência a ABNT NBR 17227:2025, cuja bibliografia cita a IEEE 1584.1:2022, o guia para especificar o escopo e os entregáveis desse estudo.

Por Eng. Eletricista Alessandro da Paixão Pereira Júnior, CREA-MG 134340 · conferido no texto da Portaria MTE nº 737/2026 (NR-10) e da ABNT NBR 17227:2025 · outubro de 2026

1. Quais pontos entram

Peça a lista dos equipamentos que serão estudados: painéis, CCMs, cubículos e transformadores. A NBR 17227 manda sinalizar todo equipamento em que o arco é possível (7.1) e, em subestações e usinas, estudar todos os equipamentos em que as equipes de operação e manutenção intervêm ou se aproximam, exceto os sistemas abaixo de 240 V com curto-circuito trifásico abaixo de 2 kA (10.1.3). Uma proposta de “estudo da planta”, sem a lista, não tem como ser comparada.

2. Dados e cenários de operação

A proposta deve dizer quais dados você fornece, quais o engenheiro levanta e se há visita. O estudo usa a base de dados mais atualizada e todas as condições de operação que mudam o curto-circuito, como paralelismo de transformadores, gerador ou segunda entrada (11.2.1 e 11.2.2). O nível de curto no ponto de entrega vem da carta da concessionária. A lista do que costuma ser pedido está em os 10 dados para orçar.

3. Como sai o tempo de eliminação

O tempo que a proteção leva para eliminar o arco é uma das variáveis que mais pesam na energia incidente. Peça curto-circuito por barra, coordenograma com os ajustes reais e o cálculo nas duas correntes de arco, a média e a reduzida, ficando com o pior resultado (5.1.8.3). Uma proposta que “assume” um tempo, sem curvas, não tem como sustentar o número.

4. Distância de trabalho

A Tabela 3 da norma traz distâncias de trabalho típicas (457,2 mm em CCMs e painéis de baixa tensão e 609,6 mm em conjuntos de manobra de baixa tensão, por exemplo), mas o item 5.1.7.2 manda priorizar as distâncias reais de cada tarefa. Pergunte de onde virão as distâncias usadas.

5. O que deve ser entregue

EntregávelO que conferirItem da NBR 17227
Energia incidenteEm cal/cm², na distância de trabalho, no pior caso de operação do equipamento7.2, alínea b; 7.2.3.1
Distância segura (LAS)Onde a energia incidente cai a 1,2 cal/cm²3.2.8; 7.2, alínea d
VestimentaATPV, EBT ou ELIM igual ou maior que a energia incidente, com o conjunto da Tabela 11 ou 12Tabelas 11 e 12
EtiquetaOs sete campos (perigo, energia incidente, distância de trabalho, distância segura, TAG, tensão e EPI), em português; mais de uma quando há acesso lateral ou traseiro7.2; 7.2.3; 7.2.3.3
Sinalização dos acessosMaior energia incidente, tensão e EPI na entrada de subestações e de salas elétricas7.2.4 e 7.2.5
Memorial de cálculoO relatório a que as etiquetas correspondem, para arquivar com a documentação da instalação7.2.1
Arquivos do modeloO modelo da rede e os ajustes da proteção, para alimentar a base de dados que a norma manda a instalação manter, e para as revisões11.2.4 e 11.2.5
ARTRegistrada pelo profissional que assina antes do início do serviço (Lei nº 6.496/1977 e resoluções do Confea)—

6. Mitigação e etiquetas

Quando um painel dá energia incidente alta, a proposta deve dizer se inclui recomendações de redução (ajuste do disparo instantâneo, relés de arco por luz, seletividade lógica e outras técnicas da Seção 8 da norma) e o recálculo depois de implantadas. As etiquetas só vão para o painel depois que as medidas forem implementadas e verificadas (7.2.3.2), e quem imprime e quem instala as etiquetas também precisa estar escrito.

7. Revisão

O estudo não tem prazo de validade: a NBR 17227 manda revisá-lo quando a proteção, a rede, o curto da concessionária ou os procedimentos mudam, quando o sistema de proteção tem mau desempenho e quando as normas são revisadas (11.3.1). Pergunte como a revisão é cobrada e se o modelo da rede fica com você. Mais em validade do estudo de arco elétrico.

Sinais de alerta numa proposta

  • Resultado só com o nível do Anexo IV de cada painel, sem a energia incidente em cal/cm².
  • Sem coordenograma, ou com tempo de eliminação “assumido”.
  • Só uma corrente de arco calculada.
  • Uma única distância de trabalho para todos os painéis, sem justificativa.
  • Etiqueta sem a distância segura ou sem a distância de trabalho.
  • ART prometida para depois da entrega.
  • Nenhuma lista de pontos, só “estudo da planta”.

Prazo e preço

Na Estudos Elétricos Engenharia, o estudo custa a partir de R$ 7.200 (BT até ~10 painéis), R$ 13.200 (BT de 11 a 30 painéis) e R$ 16.500 (com MT ou subestação), já com curto-circuito e coordenograma; várias edificações ou subestações, sob proposta. A execução leva 3 a 4 semanas, contadas do aceite e do recebimento completo dos dados. Você recebe a primeira resposta no mesmo dia útil e a proposta no dia útil seguinte ao recebimento do unifilar. A visita de campo, quando faltam dados, é cobrada por dia, à parte. As faixas e o que fica de fora estão em quanto custa um estudo de arco elétrico.

Compare com a nossa proposta

Mande o unifilar e a lista de painéis pelo WhatsApp e compare a nossa proposta com esta lista. Você recebe a primeira resposta no mesmo dia útil e a proposta no dia útil seguinte ao recebimento do unifilar.

Pedir a proposta pelo WhatsApp Eng. Eletricista Alessandro da Paixão Pereira Júnior, CREA-MG 134340 · Estudos Elétricos Engenharia

Perguntas frequentes

O que preciso enviar para receber uma proposta?

O unifilar, mesmo desatualizado (foto ou PDF serve), e a lista de painéis com as tensões. Ajustes da proteção, dados dos transformadores e a carta da concessionária refinam o número.

Precisa de visita técnica?

Só quando faltam dados. O estudo é feito a partir do unifilar e dos dados da instalação, em todo o Brasil; a visita de campo é cobrada por dia, à parte.

Quem assina o estudo?

Eng. Eletricista Alessandro da Paixão Pereira Júnior, CREA-MG 134340, responsável técnico da Estudos Elétricos Engenharia, com ART registrada antes do início do serviço.

E se a minha empresa tem engenheiro eletricista?

Ele pode fazer o estudo na Arc Flash Platform e assinar com a ART dele. A plataforma não substitui laudo com ART. Veja os dois caminhos.

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