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Resposta direta: TMS (Time Multiplier Setting, ou dial de tempo) é o ajuste do relé de sobrecorrente temporizado que multiplica a curva inversa inteira, deslocando-a no eixo do tempo sem mudar sua forma: t = TMS·(A/(M^p − 1) + B), com M = I/I_pickup. Na família IEEE, o equivalente é o TDS.
A função 51 de um relé não atua num tempo fixo: segue uma curva tempo-corrente inversa, em que o tempo cai à medida que a corrente cresce. A forma da curva é dada pela família (IEC 60255-151: inversa SI, muito inversa VI, extremamente inversa EI, longa LI; IEEE C37.112: moderately, very, extremely inverse), com constantes A, B e p fixas por família; o pickup (I_pickup) define a partir de que corrente a curva existe; e o TMS a escala no tempo:
t = TMS · [ A / (M^p − 1) + B ] M = I / I_pickup (M > 1)
Na curva IEC inversa normalizada (A = 0,14; p = 0,02), com M = 5 e TMS = 0,1, o tempo é ≈ 0,43 s; com TMS = 0,2, ≈ 0,86 s — o TMS é um fator linear sobre o tempo. Relés numéricos aceitam TMS contínuo, com passos finos (0,01 ou menos); os taps de disjuntores eletrônicos (Isd, tsd, Ii) são discretos e não devem ser tratados como TMS.
O TMS é o principal instrumento da seletividade cronométrica: eleva-se o TMS do relé de montante para que ele atue depois do de jusante, com o intervalo de coordenação desejado. Cada aumento de TMS, porém, aumenta o tempo de arco lido na corrente de arco — e a energia incidente é linear no tempo. A ordem de grandeza é grande: um passo de 0,05 em um TMS de 0,10, na curva muito inversa, move o tempo em cerca de 170 ms numa corrente típica de arco — a mesma ordem do intervalo de coordenação que o estudo tenta garantir. Por isso a plataforma exibe e guarda o TMS com resolução de 0,001 e digitável: um ajuste que mostra 0,10 e calcula 0,125 é armadilha.
Pela NBR 17227:2025, mudar o TMS é mudar um ajuste de proteção: o estudo registra o valor (§11.2.5) e a Ei é revisada (§11.3).
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