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Resposta direta: Corrente de curto-circuito simétrica inicial (Ik″) é o valor eficaz da componente alternada no instante da falta, calculada pela IEC 60909 com a fonte de tensão equivalente no ponto de falta: Ik″ = c·Un/(√3·|Z|). Base da capacidade de interrupção, do pico ip, da Ith e da corrente de arco.
A IEC 60909 modela a rede por suas impedâncias e aplica, no ponto de falta, uma fonte de tensão equivalente c·Un/√3, em que c é o fator de tensão e Un a tensão nominal. A corrente que resulta — Ik″ = c·Un/(√3·|Z_total|) — é a corrente de curto-circuito simétrica inicial: o valor eficaz da componente CA no início da falta, antes do decaimento das contribuições de motores e sem a componente contínua. Calcula-se para as faltas trifásica (Ik3″), bifásica e fase-terra (Ik1″); a trifásica costuma ser a maior e dimensiona a capacidade de interrupção, mas sob transformador Dyn com neutro aterrado a fase-terra pode superá-la.
A norma distingue a corrente máxima (c_max, impedâncias a 20 °C, fatores de correção de transformador) e a mínima (c_min, cabos aquecidos, motores desprezados): a máxima verifica a suportabilidade dos equipamentos; a mínima, se a proteção no fim do circuito ainda atua.
Ik″ é o número contra o qual se confere a capacidade de interrupção (kA) de disjuntores e fusíveis e do qual derivam a corrente de pico ip (esforço dinâmico) e a corrente térmica Ith. No estudo de arco elétrico, a corrente de curto franca em cada barra é a entrada Ibf do modelo IEEE 1584:2018, da qual sai a corrente de arco — e a faixa de validade do modelo é expressa nela: 0,5 a 106 kA (208–600 V) e 0,2 a 65 kA (601 V a 15 kV).
Erro de entrada nenhum cálculo corrige: a IEC 60909 manda adotar a contribuição máxima da concessionária (não a operacional de hoje), e a contribuição dos motores, que injetam corrente nos primeiros ciclos, precisa ser somada.
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