Projetamos e especificamos bancos de capacitores com reatores de dessintonia para a correção eficiente do fator de potência e a mitigação de problemas harmônicos. Esta solução otimiza o uso da energia elétrica, reduzindo perdas e liberando capacidade na rede, ao mesmo tempo em que evita a amplificação de harmônicos. Nossos serviços incluem:
Um banco de capacitores dessintonizado é um banco de correção de fator de potência ao qual se associa um reator em série (reator de dessintonia ou anti-ressonante), de modo que a frequência de ressonância do conjunto fique abaixo da menor harmônica presente na rede. Isso evita a amplificação de harmônicos e protege os capacitores, ao mesmo tempo em que corrige o fator de potência.
O reator de dessintonia desloca a frequência de ressonância do conjunto capacitor+reator para um valor seguro, abaixo da 5ª harmônica (250 Hz em 50 Hz / 300 Hz em 60 Hz), que costuma ser a primeira harmônica significativa em instalações industriais. Assim o banco passa a ter comportamento indutivo nas frequências harmônicas, não entra em ressonância com a rede e não amplifica a distorção.
O fator de dessintonia mais usado é 7% (sintonia em torno de 189 Hz para 60 Hz), adequado quando a 5ª harmônica é a mais relevante. Usa-se 14% (sintonia mais baixa) quando há presença importante da 3ª harmônica, e 5,67% em casos específicos com predominância de 5ª/7ª. A escolha depende do espectro harmônico medido na instalação.
A correção pode ser feita de forma global (na entrada/QGBT), por grupo (em um quadro setorial) ou individual (junto à carga). A correção individual, instalada o mais próximo possível da carga indutiva, é a mais eficiente porque alivia a corrente reativa em todo o circuito a montante; a correção global é mais econômica e simples de operar quando as cargas são variáveis. Em muitos projetos combina-se correção global automatizada com correção individual para motores grandes.
Em bancos automáticos com vários estágios, o correto é ter um reator de dessintonia dedicado por estágio (cada degrau de capacitor com seu reator), e não um único reator para todo o banco. Como os estágios entram e saem conforme a demanda reativa, o fator de dessintonia só é garantido se a relação reator/capacitor for mantida em cada degrau. Um único reator comum a todos os estágios mudaria a sintonia a cada manobra e não protegeria o conjunto.
Quando é necessário usar banco dessintonizado em vez de banco comum?
Sempre que houver cargas não lineares relevantes (inversores, retificadores, fornos) ou risco de ressonância. Em redes com baixa distorção harmônica, o banco comum pode bastar; havendo harmônicos, o reator de dessintonia evita queima de capacitores e amplificação.
Como dimensionar a potência reativa do banco?
Calcule a potência reativa (kvar) necessária a partir do fator de potência atual e do desejado para a potência ativa da instalação. A nossa ferramenta gratuita de Energia Reativa estima os kvar e a dessintonia do banco.
O reator de dessintonia aumenta a tensão sobre os capacitores?
Sim. Em um banco com reator, a tensão nos capacitores fica acima da tensão da rede (em função do fator p), por isso os capacitores devem ser especificados para tensão nominal superior à da rede.
Dá para calcular gratuitamente?
Sim. Use a nossa ferramenta gratuita de Energia Reativa para estimar a correção de fator de potência e a dessintonia do banco.
Calcule a correção de fator de potência e a dessintonia do banco na ferramenta gratuita de Energia Reativa →
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